sexta-feira, 16 de outubro de 2026

CULTURA

Governo do Amapá apoia a realização da Cúpula dos Povos de Matriz Africana

O evento é preparatório para a COP30, que está acontecendo em Belém do Pará.

Leidiane Lamarão
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Evento integra as atividades preparatórias da COP30 e articula ciência, cultura, espiritualidade m defesa da vida, do clima e da justiça social
Evento integra as atividades preparatórias da COP30 e articula ciência, cultura, espiritualidade m defesa da vida, do clima e da justiça social · Foto: Jorge Júnior

Entre os dias 14 e 16 deste mês, a cidade de Macapá será o ponto de partida da Cúpula dos Povos de Matriz Africana, com o tema “Da ECO-92 a COP-30”, um grande encontro que articula ciência, cultura, espiritualidade e políticas públicas em defesa da vida, do clima e da justiça social. O evento conta com o apoio do Governo do Estado do Amapá e integra as atividades preparatórias para a 30ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que ocorre em Belém–PA.

Realizada pela Rede Afroambiental, em parceria com instituições como Fiocruz, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal do Amapá (Unifap), Centro Universitário Serra dos Órgãos (Unifeso) e os ministérios da Igualdade Racial, da Cultura e da Saúde, a Cúpula tem como propósito reafirmar o protagonismo dos saberes tradicionais de matriz africana na construção de soluções ancestrais e decoloniais frente à crise climática e às desigualdades sociais.

A programação em Macapá começou na sexta-feira, 14, com a Cerimônia Oficial de Abertura no Centro Cultural Filho e Del Vila Tia Bela, no Quilombo de Campina Grande, às 13h. Às 18h, na Beira-Rio, ocorre a intervenção artística Arte Como Oferenda – Presente de Oxum no Rio Amazonas.

No sábado, 15, das 9h30 às 17h, acontecem atividades formativas e grupos de trabalho no Malocão do Pedrão, abordando temas como ancestralidade e crise climática, igualdade racial, saúde ambiental e agricultura sustentável. Às 18h, também no Malocão do Pedrão, ocorre Arte Como Oferenda + Roda de Batuque, com Treme Terra Esculturas Sonoras.

Crédito: Jorge Júnior/GEA
A Cúpula tem como propósito reafirmar o protagonismo dos saberes tradicionais de matriz africana

No domingo, 16, das 9h30 às 17h, no Quilombo do Rosa (BR-210/156, km 24), acontecem grupos de trabalho com mesas-redondas e a plenária final. Às 18h, o Navio Ana Beatriz, no Porto de Santana, recebe Arte Como Oferenda: Sarau Ambiental.

No dia 17 de novembro, a delegação inicia uma travessia simbólica pelo Rio Amazonas, intitulada “Arte Como Oferenda – Yemanjaguás Amazonas”, conectando Macapá a Belém por meio de uma vivência artística conduzida por mestres e mestras dos povos tradicionais.

Entre os dias 18 e 21 de novembro, já em Belém, as atividades da Cúpula se integram à Agenda Afroambiental da COP30, com conferências, audiências públicas e celebrações voltadas à justiça climática, à valorização dos saberes tradicionais e à defesa das águas e da biodiversidade.

O ponto alto ocorre no Dia Nacional da Consciência Negra (20 de novembro), com a realização da roda “Terreiros pelo Clima”, reafirmando os terreiros como territórios vivos de preservação ambiental e resistência cultural. O encerramento será no dia 21, com a imersão espiritual “Natureza: morada dos Orixás, Nkisses, Voduns e Encantados”, marcando o fechamento ritual e político das atividades.

Com o apoio do Governo do Amapá, a Cúpula dos Povos de Matriz Africana se consolida como um espaço de diálogo entre passado, presente e futuro, um encontro de saberes em defesa da Terra, da cultura e da vida.

Crédito: Crédito: Nayana Magalhães/GEA
O ponto alto da programação ocorre no Dia Nacional da Consciência Negra (20 de novembro), com a realização da roda “Terreiros pelo Clima”
Área
Cultura
Local
Macapá
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