
Previsão do Iepa é que estima chuvas intensas principalmente para final do mês fevereiro
A Coordenadoria Estadual de Defesa Civil mantém monitoradas 26 áreas de alagamentos somente em Macapá. O acompanhamento é feito em parceria com os órgãos que trabalham de forma integrada monitorando as áreas de vulnerabilidade.
O período de chuvas na região é motivo de atenção. A previsão é do Núcleo de Hidrometeorologia e Energia Renováveis do Amapá (NHMET), do Instituto de Pesquisas do Amapá (Iepa) que estima chuvas intensas principalmente para final do mês fevereiro e todo o mês de março. O aumento no volume de chuvas se dá, principalmente, pela presença da Zona de Convergência Intertropical (Zcit).
De acordo com o secretário executivo da coordenadoria estadual de Defesa Civil, coronel Alexandre Veríssimo, a instituição tem como parâmetro para os períodos chuvosos anos anteriores que servem de estimativas para anos subsequentes, com o intuito de sanar pontos críticos e trabalhar a prevenção.
“Os estudos são encaminhados aos órgãos municipais para monitoramento. A atenção é redobrada principalmente, quando coincide com a previsão de maré alta e volumes intensos de chuva” ressaltou.
Outra informação é que a administração pública estuda implementar a Defesa Civil Municipal em todo o Estado. Para isso, o comando do Corpo de Bombeiros Militar do Amapá (CBMAP) já visitou os municípios de Oiapoque, Itaubal e Cutias. Os demais devem seguir um cronograma. Na oportunidade, são apresentados aos agentes públicos a importância do mapeamento afim de evitar riscos.
Para o dia 18 de fevereiro está confirmada uma ação no município de Ferreira Gomes envolvendo vários órgãos como o Exército, Centro de Vigilância Sanitária (CVS), Corpo de Bombeiros e outros. O objetivo é tentar eliminar os focos do mosquito Aedes aegypti.
Arquipélago do Bailique
O município de Macapá decretou na última quinta-feira, 9, situação de emergência no arquipélago do Bailique por conta do fenômeno natural conhecido como “Terras Caídas” onde a força do rio provoca a erosão de áreas ribeirinhas.
As documentações estão sendo reunidas pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil para encaminhamento ao Ministério da Integração, afim de atender as condicionantes para que a capital receba ajuda financeira da União.
Recomendações da Defesa Civil
Evitar o contato com águas e não dirigir em lugares alagados, e não jogar lixo nas ruas para evitar bueiros entupidos e, assim, diminuir a chance de alagamento. Ter cuidado com crianças próximas de rios e atenção com risco de aquaplanagem em estradas e rodovias.
Outra dica é evitar o acúmulo de entulhos ou objetos que possam servir de abrigo para ratos, baratas e não jogar lixo em terrenos baldios ou canais, porque isso atrai insetos que podem transmitir doenças. Havendo necessidade acione o Corpo de Bombeiros (193).
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