
Na Segurança Pública, especificamente, a fonte de financiamento do setor foi a principal reivindicação
A Segurança Pública integra a Carta de Macapá do 13º Fórum de Governadores da Amazônia Legal. O documento finalizado nesta sexta-feira, 27, consolidou os anseios da população para o planejamento conjunto e o desenvolvimento integrado da região.
Os Estados identificaram as problemáticas comuns e as políticas públicas necessárias que podem ser desenvolvidas em conjunto para fortalecer a Amazônia. Na Segurança Pública, especificamente, que integra os debates pela primeira vez, a fonte de financiamento do setor foi a principal reivindicação dos gestores da Amazônia.
“A União precisa olhar a segurança pública da Amazônia a partir das especificidades da região. Isso é fundamental. Por isso, os gestores da Amazônia Legal se unem para levar uma proposta para Brasília”, disse o secretário de Defesa, Cidadania e Segurança Pública de Rondônia, coronel Lioberto Ubirajara, durante a apresentação dos itens.
Os gestores da área da segurança pública pontuaram os dez itens que foram inseridos na Carta de Macapá e serão priorizados junto às discussões com a União:
- O Fundo Nacional de Segurança Pública, com indicação das fontes de financiamento;
- Indicação de uma operação pelo período de noventa dias nas fronteiras e divisas dos estados objetivando impedir as ações do tráfico de drogas e a circulação de armas e criminosos;
- Construção pela União de 27 presídios com 150 vagas com celas individuais, a serem administrados pelos estados;
- Construção de cinco presídios federais para cumprimento integral da pena de condenados faccionados;
- Controle material da execução pelo poder executivo, através das Secretarias de Administração Penitenciárias;
- Inclusão do sistema de segurança pública na Medida Provisória 755, tanto para transferência de recursos quanto para contratação de pessoal;
- Criação do Banco Nacional de Dados sobre Faccionados;
- Investigação federal sobre a estrutura do crime organizado e compartilhamento dos organismos estaduais;
- Atuação permanente das Forças Armadas nas fronteiras, além da atuação por 90 dias em apoio a Polícia Rodoviária Federal;
- E por fim, a definição da política da União para o combate ao crime organizado na Amazônia Legal.
O secretário de Segurança Pública e Justiça do Amapá, Ericláudio Alencar, foi enfático ao dizer que a segurança pública só é atendida em momentos de fragilidade, e um setor fundamental como este precisa de uma maior atenção.
“Precisamos de medidas efetivas, não podemos ficar em discursos ou reuniões esporádicas. O governo federal tem que tomar uma posição e estabelecer uma fonte de financiamento permanente para trabalharmos com efetividade”, reivindicou o gestor.
- Local
- Macapá
- Leituras
- 0 leituras
Receba notícias no seu e-mail →
Relacionadas

COMUNICAÇÃO
‘Hoje consigo entender o que está acontecendo com a minha saúde", diz mãe surda após viver gestação com apoio de intérpretes do Cilsaúde

COMUNICAÇÃO
'Dicas de ouro para quem empreende', diz participante do ELAS 2026 sobre temáticas abordadas na primeira noite do evento

COMUNICAÇÃO
Nota de pesar pelo falecimento do artista amapaense Amadeu Lobato

COMUNICAÇÃO




