
Estudo vai apontar a viabilidade de concessão da Caesa à iniciativa privada
A Companhia de Água e Esgoto do Amapá (Caesa) é uma das oito primeiras empresas de saneamento do país que vão passar por estudos técnicos que definirão a viabilidade e o modelo de negócio para concessão à iniciativa privada. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é o responsável pelo leilão dessas concessões.
As concessões em saneamento são a primeira parte do Programa de Parcerias de Investimento (PPI) do Governo Federal. O Amapá também apresentou projetos para inclusão do setor de transportes e portos no programa. O objetivo é melhorar a prestação de serviços para o cidadão e alavancar o investimento, impulsionando a geração de empregos.
Hoje, a Caesa é uma empresa insolvente, sem capacidade de pagar as próprias contas e nem garantir à população o direito a saneamento. Segundo cálculos da Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan), a Caesa necessita de um investimento inicial, apenas para obras emergenciais, que ultrapassa os R$ 800 milhões. Recursos quem nem o Estado e nem a União tem disponível.
Só em 2016, o Tesouro Estadual aportou quase R$ 25 milhões na companhia. Desse valor, R$ 14 milhões foram referentes às contas de consumo de água e esgoto da própria administração pública. O restante, mais de R$ 10 milhões, foi de aporte financeiro para aumento de capital.
“Esse dinheiro foi utilizado apenas para o custeio da própria companhia, para pagamento de folha de pessoal e produtos químicos. Não sobrou nada para investimento”, declarou Antônio Teles Júnior, gestor da Seplan.
Teles explicou ainda que o estudo é a primeira etapa do processo que vai apontar a viabilidade ou não de abrir a concessão da companhia para a iniciativa privada. “Essa é a primeira fase de um processo que vai se desenrolar nos próximos anos”, disse o secretário.
Com a entrada de capital do setor privado, caso seja aprovada a concessão, a expectativa é que ocorra uma melhora no processo produtivo e na prestação do serviço da Caesa. Esse aumento de eficiência irá expandir a atuação da empresa, gerando mais empregos. “Isso, sem contar os benefícios para saúde. A Funasa tem um estudo que para cada um real gasto em saneamento, quatro reais são economizados em saúde pública”, completou o secretário.
O secretário também esclarece que o Estado continua responsável pela regulação do serviço e das tarifas. “A empresa não terá autonomia para aumentar o valor da conta de água. Tudo isso será regulado pelo Estado, sempre priorizando o que for melhor para a população”, finalizou.
- Leituras
- 0 leituras
Receba notícias de Planejamento no seu e-mail →
Relacionadas

COMUNICAÇÃO
‘Hoje consigo entender o que está acontecendo com a minha saúde", diz mãe surda após viver gestação com apoio de intérpretes do Cilsaúde

COMUNICAÇÃO
'Dicas de ouro para quem empreende', diz participante do ELAS 2026 sobre temáticas abordadas na primeira noite do evento

COMUNICAÇÃO
Nota de pesar pelo falecimento do artista amapaense Amadeu Lobato

COMUNICAÇÃO




