Além do governador Waldez Góes, primeira-dama e deputada estadual, Marília Góes, também foi homenageada
A comenda, que leva o nome do primeiro presidente e um dos fundadores do IBGE, José Carlos de Macedo Soares, foi concedida ao governador amapaense na solenidade de abertura da 3ª Conferência Nacional de Produtores e Usuários de Informações Estatísticas, Geográficas e Ambientais (Infoplan). O evento ocorreu na manhã desta segunda-feira, 5, na sede do órgão no estado do Rio de Janeiro, onde também estiveram presentes personalidades como o deputado federal, Carlos Meles, o presidente da Fundação Getúlio Vargas, Carlos Simonsen Leal – agraciado com a medalha Teixeira de Freitas, e o Ministro do Planejamento, Diogo Henrique de Oliveira.
A primeira-dama e deputada estadual, Marília Góes, também foi homenageada na solenidade com placa de honra ao mérito pelo apoio e incentivo que a parlamentar sempre deu ao Instituto.
A Infoplan marca as comemorações pelos 80 anos do IBGE. A conferência reúne técnicos e pesquisadores de várias instituições governamentais, institutos de pesquisa, organizações da sociedade civil, associações científicas, convidados internacionais, técnicos e pesquisadores interessados na produção, disseminação e utilização de informações necessárias ao conhecimento da realidade do país e ao exercício da cidadania.
A homenagem é o reconhecimento do trabalho do governo do Estado na construção da Base Cartográfica do Amapá (considerada por especialistas da área a mais modernas do país) e a Rede Geodésica. Ambas as ferramentas tecnológicas estão em fase de conclusão e serão fundamentais para o governo consolidar dois de seu principais projetos para o desenvolvimento do Estado, a implantação da Zona Franca Verde e a regularização fundiária.
“Hoje temos o mapeamento do nosso território através de coordenadas geográficas de alta precisão. A Base Cartográfica e a Rede Geodésica vão permitir ao Amapá um planejamento para daqui a 20, 30 anos, tanto para o setor público quanto para o privado. As parcerias com o IBGE e o Exército foram fundamentais nestes dois projetos”, analisou o governador ao receber a comenda.
Rede GeodésicaAs atividades de campo para a construção da Rede Geodésica do Estado, ferramenta tecnológica de mapeamento do território através de coordenadas geográficas de alta precisão, foram concluídas no mês de outubro passado.
Através do mecanismo, o Estado poderá fazer mapeamentos e estudos científicos que ajudam, por exemplo, no monitoramento das mudanças climáticas. Os dados são preciosos para a regularização fundiária bem como para basear obras de infraestrutura.
A Rede Geodésica do Amapá é executada por meio de um convênio entre Seplan e Sema com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – equipe do Estado do Rio de Janeiro.
O mecanismo já está revitalizado no Amapá, com medições coordenadas, gravidade e GPS. Foram instaladas mais de 500 novas estações – marcos em formato de pirâmide que guardam informações geográficas. A nova rede, que agora possui mais de 1 mil marcos, alcança todos os pontos extremos do Estado, do sul ao norte.
Um dos objetivos da rede geodésica é permitir que sejam feitos mapas precisos do território. Além do mapeamento em alta escala, de vias de municípios, as estações geodésicas permitem o estabelecimento de obras de infraestrutura, barragens, canais de irrigação, usinas hidrelétricas, rodovias, entre outras.
Informações da rede geodésica podem ser usadas, por exemplo, para definir traçados e inclinações de estradas, para que o tráfego nela ocorra com segurança. As construtoras se baseiam nos dados para fazer os projetos básico e executivo de obras e o controle de andamento dessas obras.
Existem três tipos de redes geodésicas: as planimétricas tridimensionais, que possuem coordenadas horizontais de latitude, longitude e altitude com GPS geodésico (precisão menor que 1 cm); as redes de nivelamento, que usam dados para basear obras como barragens, rodovias; e as estações gravimétricas, que contém dados que permitem estudos do campo gravitacional terrestre.
Base cartográficaA plataforma de dados e de georreferenciamento foi desenvolvida pelo Governo do Amapá, em convênio com o Exército Brasileiro. O projeto mapeou uma área de 75 mil quilômetros quadrados.
Basicamente, o trabalho consiste em coleta de informações precisas sobre população, água, solo, vegetação, entre outras, e dados como imagens aéreas e de satélite. As imagens possibilitarão dados referentes a estradas, pistas de pousos, comunidades ribeirinhas, áreas indígenas, regiões isoladas, e uma série de outras utilidades.
A base de dados estará, em breve, disponível para consulta via internet. Qualquer órgão público ou empresa vai poder acessar os dados e usar as informações para executar planejamentos e projetos.
- Leituras
- 0 leituras
Receba notícias de Meio Ambiente no seu e-mail →
Relacionadas

COMUNICAÇÃO
‘Hoje consigo entender o que está acontecendo com a minha saúde", diz mãe surda após viver gestação com apoio de intérpretes do Cilsaúde

COMUNICAÇÃO
'Dicas de ouro para quem empreende', diz participante do ELAS 2026 sobre temáticas abordadas na primeira noite do evento

COMUNICAÇÃO
Nota de pesar pelo falecimento do artista amapaense Amadeu Lobato

COMUNICAÇÃO




