Além do setor público, teve destaque na economia a participação do Comércio com 14,3%
O Estado que antes ocupava em 2013 a 25ª posição, agora, ocupa o 26° lugar no ranking nacional, com uma participação de 0,23% e uma taxa de crescimento real de 1,7%, a menor de toda a série histórica dos últimos vinte anos.
"Quando comparado a todo Brasil e aos Estados da região Norte, as duas respectivamente, foram de 0,5% e 3%. Na comparação em nível regional, o Amapá ocupou a 6°posição entre os estados da região Norte, onde dividiu com o Acre a participação de 4%.", exemplificou o secretário de Planejamento do Amapá, Antônio Teles Júnior.
O Amapá apresentou a menor taxa de crescimento com 1,7%, ficando à frente apenas do Amazonas, que registrou a taxa de crescimento de 0,2%. A maior taxa de crescimento da região foi do estado de Tocantins com 6,2%.
RendaConsiderando a renda per capita, que mede a produção pelo tamanho da população, o Amapá passou a ocupar a 15ª posição do país e na região Norte a 4ª posição. A renda per capita do Amapá foi de R$ 17,8 mil. De 2013 para 2014 juntamente com o Pará e Amazonas teve a menor variação de 2,8%.
Pela ótica da renda, a participação das remunerações foi de 55,5%, considerando que os salários contribuíram com 78,9% e a contribuição social 21,1%. Já a renda os impostos tiveram participação de 8,2% e a renda do excedente operacional mais a renda mista participaram com 33,3% dos ganhos das famílias neste período.
SetoresNo setor econômico, a distribuição da produção teve sua maior representação nos serviços com 87,4%, onde se divide a participação do setor público com 44,3% e o privado 43,1%. Em seguida vem o setor Indústria 10,5%, que recuou sua participação em 2,7 (p.p) em relação ao ano anterior. Por último, o setor Agropecuário que se manteve estável comparado ao anterior em 2,2%.
Na análise das atividades, tirando o setor público, se destacou na economia amapaense a participação do Comércio com 14,3%, seguido pelas atividades imobiliárias com 8,9% que perdeu participação em relação ao ano anterior. A terceira maior atividade foi a indústria da construção civil que ganhou participação acumulando 7,2% da economia do Amapá.
Em resumo, a agropecuária no ano de 2014 respondeu por 2,2% do total do valor adicionado bruto do estado e aumentou 0,3% em termos reais. Contribuíram para o resultado em volume o desempenho da agricultura com 10,5%, da pecuária com 5,8% e produção florestal com -11,7%.
O resultado em volume da indústria teve -2,5% foi influenciado pela retração da construção com -6,8%, e eletricidade e gás com -15,1%, já que a indústria extrativa e a indústria de transformação cresceram 4,7% e 1,6%, respectivamente.
Já os serviços, que respondiam por 87,4% do valor adicionado bruto do estado em 2014 cresceram 2,3%. Dentre os serviços a administração pública representa 44,3% do total do valor adicionado bruto estadual e contribuiu com crescimento de 1,5%.
PIBO PIB é o indicador que quantifica as riquezas produzidas, levando em consideração os três segmentos econômicos: setor produtivo, indústria, e comércio e serviços. Reflete o desempenho das atividades, medindo a riqueza do Estado sendo um instrumento de política econômica que visa garantir o bem-estar social e distribuição de riqueza, diminuindo com isso a desigualdade de renda quando se tem uma análise adequada de seus resultados.
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