sábado, 17 de outubro de 2026

COMUNICAÇÃO

Arraiá do Povo 2024: felicidade e animação marcam último dia de apresentações do ‘Arraiá no Meio do Mundo’

11 grupos tradicionais, especiais e de acesso encerraram o espetáculo nesta terça-feira, 2, no Parque de Exposições da Fazendinha.

Leidiane Lamarão
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Durante 12 dias de evento, aconteceram mais de 80 apresentações
Durante 12 dias de evento, aconteceram mais de 80 apresentações · Foto: Márcia do Carmo

Crédito: Márcia do Carmo/GEADurante 12 dias de evento, aconteceram mais de 80 apresentações

O último dia do Arraiá do Povo 2024, promovido pelo Governo do Amapá no Parque de Exposições da Fazendinha, foi marcado por cores vibrantes e muita emoção por quem passou pela Cidade Junina. Divididos entre grupos tradicionais, especiais e de acesso, as 11 quadrilhas da chave Charles Mira, do festival "Arraiá do Meio do Meio do Mundo", foram as responsáveis por encerrar o espetáculo nesta terça-feira, 2.

Valorizando as raízes culturais das tradicionais festas na roça, uma mistura de temáticas lúdicas e modernas resgataram memórias da infância e encantaram o público. Durante os 12 dias de evento, aconteceram mais de 80 apresentações com quadrilheiros dos 16 municípios.

Este ano, o Governo do Amapá reuniu na programação do Arraiá do Povo os três maiores festivais juninos do estado, a Liga Junina de Macapá (Ligajum), Federação das Entidades Juninas e Folclóricas do Amapá (Fejufap) e o Instituto Sociocultural Junino Arraiá no Meio do Mundo.

Veja como foram as apresentações da última noite do "Arraiá no Meio do Mundo":

Fúria Junina

A quadrilha tradicional do bairro Congós, em Macapá, abriu as apresentações da última noite do Arraiá do Povo,com a temática "Viva o Nordeste, viva a fúria junina".

Composta por 17 pares e com passos exclusivos das quadrilhas tradicionais, o grupo enfatizou o São João de todos os tempos, apresentando a arte e a cultura do povo da região Nordeste do Brasil, desde as dificuldades da fome até os principais pratos da culinária da região, que ganham destaque nos festejos juninos.

Crédito: Márcia do Carmo/GEA

Crédito: Márcia do Carmo/GEA

Crédito: Márcia do Carmo/GEA

Imperadores dos Matutos

Em seu primeiro ano de apresentação, o grupo junino o bairro Jardim Felicidade I, na zona norte de Macapá, trouxe para a quadra junina a temática "Velho sertão de antigamente" demonstrando a representatividade das crenças históricas. Entre os destaques, ficou o trevo de quatro folhas, a fé em Nossa Senhora e também o tradicional casamento na roça.

Composta por 12 pares, o grupo se apresentou com as vestimentas nas cores verde e laranja.

Crédito: Márcia do Carmo/GEA

Crédito: Márcia do Carmo/GEA

Crédito: Márcia do Carmo/GEA

Piriguetes dos Matutos

Com a temática "Fogo, Amor e traição... Boto e Aquaman se enfrentam na chama ardente de São João", a quadrilha do bairro Pacoval, na Zona Norte de Macapá, contou uma história de amor e paixão que acabou em deslealdade.

Houve dois casais destaque, um representando as piriguetes dos quatro cantos da cidade e outro os noivos. Utilizando as cores vibrantes predominantes no laranja, a quadrilha se apresentou com 25 pares.

Crédito: Márcia do Carmo/GEA

Crédito: Márcia do Carmo/GEA

Crédito: Márcia do Carmo/GEA

Inspiração Junina

Diretamente do Conjunto habitacional Macapaba, na Zona norte de Macapá, a quadrilha se apresentou com o tema "Xô Urucubaca, vem sorte".

Para representar amuletos de países diferentes, a quadrilha apresentou os casais destaque, que simbolizaram as pirâmides e os tradicionais felinos do Egito, o Elefante da Índia e dragão e a moeda sorte, da China. Além disso, também houve o casal tradicional de noivos.

Composta por 15 pares, a quadrilha contou a história desde o início das civilizações, onde haviam sacerdotes, xamãs, feiticeiros e curandeiros supersticiosos, além do início e regeneração do calendário Maia, que traz maus presságios e o fim do mundo, mas acaba evidenciando a repulsa por toda a negatividade e atrai boas energias para o São João.

Crédito: Márcia do Carmo/GEA

Crédito: Márcia do Carmo/GEA

Crédito: Márcia do Carmo/GEA

Gaviões do Norte - Santana

Com a temática “Mistérios e curiosidades do número 3”, a quadrilha apresentou, guiada pelo numeral, os detalhes em cada fase da vida humana.

Com 15 pares de brincantes, o grupo também encenou o tradicional casamento na roça, encantando o público com coreografias e cores vibrantes.

Crédito: Márcia do Carmo/GEA

Crédito: Márcia do Carmo/GEA

Crédito: Márcia do Carmo/GEA

Sensação junina – Tartarugalzinho

Com a temática "Eu não quero dinheiro, eu só quero amar", a quadrilha se apresentou nas cores vermelho e branco e defendeu proposta de que a importância dos laços criados ao longo da vida é maior que recursos financeiros.

Para enfatizar o tema, o grupo também reforçou como a saúde e o abraço fraterno também são essenciais para a construção de um ser humano empático e gentil.

Crédito: Márcia do Carmo/GEA

Crédito: Márcia do Carmo/GEA

Crédito: Márcia do Carmo/GEA

Junina Lampião de Calçoene

O projeto temático da quadrilha do município de Calçoene traz uma viagem pelo mundo, que mostra a influência do México, Filipinas, Espanha, Equador e Portugal no mundo da contemporaneidade junina.

Trazendo as cores preto e branco, o grupo demonstrou como cada país celebra a festividade e como são parecidas com o São João do Brasil. Além disso, o casal caipira representou Maria Bonita e Lampeão, referências da quadra junina e históricos para as celebrações.

Crédito: Márcia do Carmo/GEA

Crédito: Márcia do Carmo/GEA

Crédito: Márcia do Carmo/GEA

Magia da Juventude - Pedra Branca do Amapari

O grupo apresentou a temática ‘São João Tour, um turismo pelo estado Amapá”, falando sobre a importância do potencial econômico para o estado. Também houve o destaque para a fauna, flora, as montanhas do Tumucumaque e a produção de industrializados.

Com 14 pares, a quadrilha trouxe o casal caipira representando o equinócio solar e a Miss Caipira como a rainha dos festivais, destacando concursos históricos para o estado.

Crédito: Márcia do Carmo/GEA

Crédito: Márcia do Carmo/GEA

Crédito: Márcia do Carmo/GEA

Raízes Culturais do Buritizal

Predominantemente na cor azul, a quadrilha apresentou a temática “Ecos da floresta”, trazendo sons que simbolizaram o interior da fauna e da flora sobre o olhar dos indígena e ribeirinhos.

Com 19 casais, o grupo também homenageou lendas folclóricas que são repassadas entre as gerações e se tornaram a identidade cultural do Brasil.

Crédito: Márcia do Carmo/GEA

Crédito: Márcia do Carmo/GEA

Crédito: Márcia do Carmo/GEA

Associação Folclórica e Cultural Luar do Sertão

Diretamente dos bairros Mucajá, Santa Inês e Beirol, a quadrilha se apresentou sobre a temática “Novo Luar, o Novo Cangaço”, que retrata  quadrilhas  especializadas em estourar caixas eletrônicos, invadir cidades pequenas e cometer crimes de grandes proporções.

Com 29 pares, a quadrilha fez um paralelo com o Antigo Cangaço do tempo de Lampião, Maria Bonita e dos cangaceiros que dominaram a década de 30, no Nordeste do Brasil.

Crédito: Márcia do Carmo/GEA

Crédito: Márcia do Carmo/GEA

Crédito: Márcia do Carmo/GEA

Sensação Amapaense

Encerrando a noite, a quadrilha do município de Amapá se apresentou com a temática "Ao infinito e além da imaginação", uma proposta para trazer as memórias da infância, com menções sobre os brinquedos e personagens de desenhos animados.

Com 16 pares, a quadrilha trouxe os casais destaque, que representaram a doce infância e as lembranças da escola.

Crédito: Márcia do Carmo/GEA

Crédito: Márcia do Carmo/GEA

Crédito: Márcia do Carmo/GEA

Arraiá do Povo

O Arraiá do Povo 2024 foi organizado pelas secretarias de Estado da Cultura (Secult) e do Turismo (Setur), em conjunto com as entidades Liga Junina de Macapá (Ligajum), Federação das Entidades Juninas e Folclóricas do Amapá (Fejufap) e Instituto Sócio Cultural Junino Arraiá no Meio do Mundo (Fefap- Federação das Entidades Folclóricas do Amapá).

 

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