
Durante a ação, houve a distribuição de cestas básicas para as acolhidas e apresentações culturais
Em comemoração ao Dia do Orgulho LGBTQIA+, nesta sexta-feira, 28, o Governo do Amapá celebrou o aniversário de três anos do Centro de Referência em Acolhimento às Mulheres Amapaenses Lésbicas, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexo (Centro AMA/LBTI) com uma programação especial.
Durante a ação, houve a distribuição de cestas básicas para as acolhidas pelo local e apresentações culturais. O Centro é a porta de entrada para quem precisa de cuidados com a saúde, cidadania e acolhimento. O serviço é coordenado pela Secretaria de Políticas para Mulheres, sendo referência na Região Norte.
Diversos representantes de órgãos e entidades que trabalham no fortalecimento de políticas públicas para o segmento participaram. A promotora de Defesa da Saúde e coordenadora do Centro de Apoio Operacional da Cidadania, Fábia Nice, ressaltou da importância do momento.
“O Ministério Público trabalha na formação de direitos da população LGBTQIA+, com pautas relacionadas à efetivação de direitos. A luta é longa, é necessário que celebremos o dia 28, mas, sobretudo, lembremos que ainda há muito a percorrer. No Amapá, estamos buscando implementar e efetivar, principalmente, direitos relacionados à saúde dessas pessoas”, destacou Fábia.
A diretora do Centro AMA/LBTI, Simone de Jesus, falou da satisfação em comemorar o aniversário do local no mesmo dia do Orgulho LGBTQIA+, e que as ações em benefício dessa população continuarão a progredir.
“Depois de tanta luta, chegamos aqui para comemorar, o que é gratificante. As pessoas que estão aqui entenderam nossa proposta, então, como mulher ativista e negra, é uma emoção muito grande”, frisou Simone.
Para a subsecretária de Política dos Direitos das Mulheres de Minas Gerais, Soraya Romina, a troca de experiências serve de inspiração para outros estados.“Vim hoje, especialmente para o aniversário do AMA, na expectativa de conhecer o trabalho que é realizado aqui, identificar as boas práticas, a metodologia dinâmica e o fluxo de atendimento às mulheres LGBTQIA+. Com certeza será um intercâmbio de experiências e de práticas assertivas no campo da promoção, defesa e garantia dos direitos das mulheres. Juntos, o Amapá e Minas Gerais juntos vão construir mais possibilidades para assegurar o direito desse público”, finalizou Soraya.
AcolhimentoEntre as acolhidas pelo AMA, está a artesã Ravena dos Remédios, de 35 anos, que participou da programação com a exposição de seus produtos e ressaltou a importância de políticas públicas eficientes para beneficar todos.
“Nos sentimos em um lugar seguro e que luta por todos. Além disso, meus artesanatos foram extremamente acolhidos e estou sendo muito bem recepcionada aqui. Vendo a grandiosidade do AMA, sei que vai crescer muito mais e somar com quem precisar”, falou Ravena.
O Centro Ama-LBTI é vinculado à Secretaria de Estado de Políticas para Mulherese atua na busca por promoção da igualdade de direitos, luta contra a discriminação e criação de ambientes mais inclusivos para pessoas LBTI+. Possui os serviços de assistente social, fisioterapia, assistência jurídica, enfermagem e psicologia.
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