
O debate envolveu representantes de diversas instituições públicas e privadas
O vice-governador, Teles Júnior, integrou, nesta segunda-feira, 24, a mesa da Assembleia Legislativa do Amapá (Alap), durante audiência pública sobre as “Potencialidades e Desafios da Cadeia Produtiva do Açaí” no estado. O debate envolveu representantes de diversas instituições públicas e privadas, além de empresas que atuam no mercado de beneficiamento da fruta. Entre os assuntos destacados estavam as iniciativas de incentivos e fomentos para o pequeno e médio produtor.
“A cadeia produtiva do açaí é muito forte, mas nós precisamos atentar para o agricultor familiar e auxiliar para que ele possa saber utilizar o produto para garantir uma boa renda. Existem indicativos que o açaí vai alcançar grandes mercados como o asiático e isso requer uma demanda significativa e temos que ter uma resposta de produtividade para atender o comércio interno e externo. Por isso, temos que aproveitar as oportunidades de debates como nesta audiência para definir diretrizes e atender o nosso povo da floresta”, destacou o vice-governador.
Durante o encontro foram apresentados diagnósticos de instituições financeiras apontando que 96% dos projetos, que entram em programas do Governo Federal, para fomentar produções familiares são voltados para o manejo de açaízais nos quais incluem o Amapá e uma parte da Região da Ilha do Marajó, no Pará.
“Chamar para essa mesa de debate todas essas instituições mostra que queremos o desenvolvimento do estado nos diversos segmentos e o açaí é uma das alternativas que temos de gerar renda e emprego para a comunidade. Agora também necessitamos organizar nossas matrizes econômicas e saber usar essa potencialidade desta fruta que fica em nossa floresta sem agredir o meio ambiente”, enfatizou a deputada estadual, Edna Auzier, que presidiu a audiência.
Um dos planos do Governo do Amapá em relação a cadeia produtiva do fruto é o mapeamento da rota do açaí no Amapá junto com o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), com objetivo de verificar como pode ser aprimorada para aumentar o leque de mercados que podem ser atendidos com a exportação do produto. Os programas de Produção Integrada de Alimentos (PPI) e o “Amapá mais Produtivo”, são iniciativas que estão fortalecendo o manejo de açaizais em todo o estado.
“Já temos uma base da extensão rural em todos os municípios e isso deverá ser o início de um trabalho, pois, temos técnicos competentes e capacitados de realizar estudos e colocar em prática qualquer planejamento envolvendo o açaí. Só necessitamos nos organizar junto com demais órgãos para colocar o açaí como base econômica consolidada do estado”, falou Jorge Rafael, diretor-presidente do Instituto de Extensão, Assistência e Desenvolvimento Rural (Rurap).
Também participaram da audiência pública as secretarias de Estado da Pesca e Aquicultura (Sepaq), Ciência e Tecnologia (Setec), Amapá Terras, Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas (Iepa), além da Banco da Amazônia (Basa) e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
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