
O multiartista enalteceu a data e destacou a importância da cultura afro-amapaense para o país e o mundo
Neste domingo, 16, é celebrado o Dia Estadual do Marabaixo, data criada para reconhecer e exaltar a história de resistência e a tradição do povo negro amapaense, que estabeleceu o movimento cultural mais autêntico e representativo do Amapá, que se tornou patrimônio imaterial do Brasil.
Conclamado como embaixador nacional do Marabaixo, em maio deste ano, quando esteve em imersão na cultura do estado, o reconhecido artista, cantor e ativista negro brasileiro, Carlinhos Brown, usou as redes sociais para enaltecer a data e destaca a importância da cultura afro-amapaense para o país e o mundo.
“Essa data marcar o reconhecimento da história e da tradição do povo negro, afro-amapaense. Os símbolos como a caixa, os ladrões, o colorido das saias floridas, dançadeiras, a murta e o mastro, formam o maior movimento cultural do Amapá, que é resistência do povo negro”, destacou o embaixador.
Carlinhos Brown, também destacou a culinária, bebidas típicas e a devoção nos festejos do marabaixo, encabeçados pela gengibirra, o caldo, que é servido aos festeiros e a fé na Santíssima Trindade.“A gengibirra, que delícia, e que invenção essa bebida, o caldo e a fé, tudo isso é a maior expressão cultural Amapá, onde cabe o mundo, bem no meio do mundo”, propagou, Brown.
Programação
Neste domingo, 16, o Governo do Amapá preparou uma programação educacional e festiva para celebrar o Dia Estadual do Marabaixo. O evento comemorativo iniciou com um café da manhã e debate entre gerações sobre a história e a cultura afro, no Centro de Cultura Negra Raimundinha Ramos, no bairro do Laguinho.
Neste fim de tarde, a celebração continua com shows dos grupos tradicionais em uma grande roda de Marabaixo, com rufar dos tambores e os bailados das saias floridas, das 17h às 21h, em frente à Casa do Artesão, às margens do Rio Amazonas, na Orla de Macapá.
Dia Estadual do Marabaixo
O Dia Estadual do Marabaixo foi criado através da Lei Estadual 1521/2010, de autoria do saudoso deputado estadual Dalto Martins. É um reconhecimento oficial à manifestação cultural, marcada pelo culto ao Divino Espírito Santo e à Santíssima Trindade.
A tradição é um legado de pioneiros e pioneiras que deram a vida para que a tradição não acabasse. Em 2018, o Marabaixo recebeu o título de Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, concedido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o Iphan.
A cultura do Marabaixo é conhecida pelos seus elementos, como as caixas, os ladrões (versos), as roupas (saias rodadas e blusas floridas), a gengibirra (bebida ritual) e pela culinária (cozidão, porco guisado, entre outras iguarias. Destacam-se também os rituais, como o corte, subida e derrubada dos mastros, corte e cortejo da murta, ladainhas, dentre outros.
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