
O encontro divulgará informações sobre diagnóstico, tratamento e monitoramento da doença
Cerca de 50 profissionais de saúde, que trabalham com a atenção básica e nas maternidades, participarão do “II Treinamento de atualização em Sífilis”, promovido pelo Governo do Amapá, nesta terça-feira, 4, a partir das 8h. A ação acontecerá no auditório da Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS), localizado na Avenida 13 de setembro, nº 1889, bairro Buritizal.
O encontro abordará os diferentes tipos da doença e a importância do tratamento adequado para evitar complicações da infecção, divulgando informações sobre diagnóstico, tratamento e monitoramento.
“Nortear as condutas dos profissionais no tratamento dos pacientes é responsabilidade de cada serviço de saúde, seja na atenção básica ou na atenção especializada, portanto, a qualificação é de extrema importância. O Governo do Estado investe na saúde e se preocupa em diagnosticar precocemente as enfermidades. No caso da sífilis, ofertaremos testagem rápida para a prevenção contra a doença”, explicou o superintendente da SVS, Cássio Peterka.
A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível que tem cura. Como nem sempre apresenta sintomas, principalmente nas fases iniciais, é muito importante procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para fazer a testagem, cujo resultado fica pronto em 30 minutos, além de fazer o tratamento de forma correta.
Em caso de resultado positivo (reagente), o paciente é encaminhado para realizar exames complementares para confirmação do diagnóstico e dar iniciar ao tratamento. No caso das gestantes, basta o resultado do teste rápido ser positivo para que se inicie o tratamento, realizado com a administração de medicamentos, na própria UBS.
A sífilis pode ser adquirida ou congênita. Quando é adquirida pode ser transmitida de uma pessoa para a outra durante a relação sexual sem preservativo ou por transfusão de sangue.
Já a transmissão da sífilis congênita acontece da mãe infectada para a criança durante a gestação ou o parto. Por isso, é importante que a mulher realize o exame pré-natal e, caso seja confirmado o diagnóstico de sífilis, inicie o tratamento de acordo com a orientação do médico. Se a enfermidade não for tratada pode resultar em:
- Aborto espontâneo;
- Parto prematuro;
- Má-formação do feto;
- Surdez;
- Cegueira;
- Deficiência mental;
- Morte ao nascer.
“Parece uma doença simples, mas é bastante complexa. Por isso, é fundamental fazer o acompanhamento durante a gestação. Nossa meta é eliminar a transmissão vertical”, citou Anna Byatriz, gerente do Núcleo de Vigilância Epidemiológica da SVS.
Segundo dados da SVS, o Amapá registrou em 2023, 975 casos de sífilis adquirida e 144 casos de sífilis congênita. Até o mês de abril, foram 50 casos de sífilis adquirida e 22 congênita.
A SVS alerta que a principal forma de prevenção da sífilis é o uso do preservativo seja ele masculino ou feminino, em todas as relações sexuais.
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