
Medicamento inovador previne o retorno da doença por infecção na corrente sanguínea
O Governo do Amapá iniciou nesta terça-feira, 14, no auditório do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), em Macapá, o treinamento para a implementação do uso da tafenoquina no estado, medicamento eficaz no tratamento contra malária vivax, tipo de protozoário conhecido por se alojar mais tempo no organismo.
A capacitação é organizada pela Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS) com o apoio do Ministério da Saúde (MS). Na atividade, cerca de 80 profissionais que atuam no enfrentamento da doença estão sendo orientados de forma teórica e prática sobre como realizar o protocolo.
“Esse é um trabalho importante para o tratamento mais célere dos pacientes com malária vivax. O acompanhamento é feito desde a orientação dos profissionais de saúde até a resposta do paciente ao novo medicamento”, afirma o superintendente da SVS, Cássio Peterka. Os agentes de saúde também estão recebendo treinamento do teste de G6PD, que informa o nível de atividade da enzima Glicose-6- fosfato desidrogenase do paciente, o que possibilita saber se ele pode apresentar efeitos adversos ao utilizar medicamentos como primaquina ou tafenoquina, usados no tratamento da malária.
O Amapá é o terceiro estado do Brasil a implementar o remédio, indicado para prevenir o retorno da doença por infecção na corrente sanguínea, em pacientes a partir dos 16 anos de idade, que estejam recebendo cloroquina como terapia. Amazonas e Roraima já aderiram ao tratamento.
“A tafenoquina é um medicamento inovador, e nesse momento a gente está fazendo política pública de forma inovadora no Brasil. Estamos sendo pioneiro, com todos os cuidados, baseado em evidência científica”, mencionou o coordenador de Eliminação da Malária do Ministério da Saúde, Alexander Vargas.
O medicamento deve chegar ao estado no início do mês de agosto. Pela programação, Calçoene será o primeiro município a receber o novo remédio para iniciar o tratamento nos pacientes que estão com a doença.“Vamos direcionar a medicação primeiramente para o Garimpo do Lourenço, onde hoje é o nosso grande gargalo, 98% da malária do município de Calçoene é proveniente de lá, com grande índice de casos novos e de abandono de tratamento, o tratamento chega em boa hora para nós”, comentou o coordenador de Vigilância em Saúde de Calçoene, Augusto Alves.
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