
Retirada dos mastros é um momento bastante aguardado pelos marabaixeiros
A programação do Ciclo do Marabaixo 2024, fomentada pelo Governo do Amapá, irá atingir um de seus pontos altos neste sábado, 4. A retirada de mastros nas matas do quilombo do Curiaú reunirá seis grupos culturais que realizam a festividade, para um momento de confraternização e interação cultural.
Participam os barracões Berço do Marabaixo, Raimundo Ladislau, Raízes da Favela, Marabaixo do Pavão, União Folclórica da Campina Grande e Santíssima Trindade da Casa Grande.
A tradição, além de histórica, também incentiva a educação ambiental com reflorestamento, pois a cada árvore derrubada, outra muda da espécie é plantada no lugar. Ao término da atividade, todos os grupos se reúnem para uma roda de marabaixo coletiva e um almoço especial para os envolvidos.“É um momento de grande expectativa dentro da programação do Ciclo do Marabaixo. É um encontro de todos os grupos que lutam para manter viva e forte a nossa mais autêntica manifestação cultural que é herdada de nossos ancestrais”, ressalta Joaquim Ramos, responsável pelo grupo Raimundo Ladislau, no bairro do Laguinho.
Os barracões Raízes da Favela, União Folclórica da Campina Grande e Santíssima Trindade da Casa Grande participam da festividade, mas realizam a cerimônia posteriormente.
Confira a programação deste final de semana do Ciclo do Marabaixo, em Macapá:
- Sábado, 4 de maio
9h - Corte dos mastros nas matas do Curiaú, com os grupos Berço do Marabaixo, Raimundo Ladislau, Raízes da Favela, Marabaixo do Pavão, União Folclórica da Campina Grande e Santíssima Trindade da Casa Grande
17h - Sábado do Mastro, com o grupo Berço do Marabaixo, no bairro Santa Rita
- Domingo, 5 de maio
9h - Cortejo do Mastro com o grupo Marabaixo do Pavão, no bairro Jesus de Nazaré
9h à 0h - Domingo do Mastro, com o grupo Raízes da Favela, no bairro Central
18h - Marabaixo do Domingo do Mastro, com o barracão Raimundo Ladislau, no bairro Laguinho
Com o tema: “O rufar dos tambores para além da tradição”, as celebrações que promovem um verdadeiro encontro de gerações e reúnem a comunidade em momentos de fé e resistência, seguem até o dia 2 de junho, “Domingo do Senhor”, o primeiro após o Corpus Christi. A tradição é fomentada pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult) e Fundação Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Fundação Marabaixo).
Patrimônio cultural
Em 2018, o marabaixo recebeu o título de patrimônio cultural brasileiro do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A certificação reconhece a presença das ancestralidades africanas na formação social e cultural do Amapá e da Amazônia, e além disso, pode assegurar condições de transmissão e reprodução dessa manifestação cultural.
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