sábado, 17 de outubro de 2026

COMUNICAÇÃO

'Ficamos muito felizes com a tradução desse material', diz cacica ao receber cartilha multilíngue da Lei Maria da Penha

Janina dos Santos foi uma das lideranças indígenas que recebeu o documento em encontro com o governador Clécio Luís no Palácio do Setentrião.

Kelison Neves
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Janina aprovou a tradução da cartilha sobre Lei Maria da Penha em línguas indígenas
Janina aprovou a tradução da cartilha sobre Lei Maria da Penha em línguas indígenas · Foto: Aog Rocha

Crédito: Aog Rocha/GEAJanina aprovou a tradução da cartilha sobre Lei Maria da Penha em línguas indígenas

A cacica Janina dos Santos foi uma das lideranças indígenas reunida pelo governador Clécio Luís em encontro histórico com os povos originários do Amapá e Norte do Pará nesta sexta-feira, 19, no Palácio do Setentrião, em Macapá. Na ocasião, a indígena da aldeia Espírito Santo, em Oiapoque, recebeu a cartilha multilíngue da Lei Maria da Penha lançada este ano pelo Governo do Amapá e Tribunal de Justiça do Estado (Tjap) como instrumento de combate à violência contra mulheres em territórios indígenas. 

“Enquanto liderança feminina, a gente fica muito feliz com a tradução desse material em várias línguas, porque aquelas indígenas que não dominam o português terão acesso e conhecimento sobre os direitos que possuem. É uma nova ferramenta que vai somar com a nossa luta”, explica a cacica. 

O documento de 62 páginas foi traduzido por professores indígenas da rede estadual de ensino para quatro línguas das etnias Galibi, Palikur, Kaxyuana e Karipuna, contemplando nove povos originários da região do Oiapoque. A cartilha traz informações sobre a Lei 11.340/2006, que define a violência contra a mulher como crime. 

“O material produzido é muito rico. Quando chegarmos nas aldeias, não vamos só entregar, mas explicar para elas o que é este documento e como pode ajudar no combate à violência. A cartilha representa uma grande vitória para as mulheres indígenas”, destacou Janina. 

Abril da Resistência  

O Governo do Amapá promove o “Abril da Resistência” como uma forma de promover um diálogo direto com as etnias e seus representantes. A iniciativa, é uma forma de combater às desigualdades, discriminações, preconceitos e todas as formas de violência contra os povos originários.  

Crédito: Aog Rocha/GEA

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