
São 64 novas conselheiras, sendo 32 representantes do Poder Público e 32 representantes da sociedade civil
O Governo do Amapá empossou 64 novas conselheiras do Conselho Estadual de Direitos da Mulher, nesta sexta-feira, 22, em Macapá. Entre as representantes, 32 compõem o Poder Público e 32 fazem parte de organizações da sociedade civil. De 2024 a 2026, o grupo será responsável por fiscalizar as políticas públicas voltadas à população feminina. A ação está alinhada ao Plano de Governo, que estabelece, entre seus compromissos, fortalecer a atuação da entidade.
A posse acontece durante o Março de Lutas, programação do Governo do Amapá com foco na igualdade de gênero e no empoderamento de meninas e mulheres. O vice-governador, Teles Júnior, destacou a importância da união de todos para os avanços das pautas relacionadas às políticas públicas ligadas à mulher.
“É uma honra fortalecer a voz e a representação das mulheres. Esse é um debate que precisa estar presente no dia a dia da sociedade. O Governo do Amapá valoriza o Conselho da Mulher como uma ferramenta de promoção da igualdade de gênero, mas, sobretudo, de formulação de políticas públicas para essa promoção”, avaliou Teles Júnior.
A conselheira Mary Salles Ferreira é representante da sociedade civil pelo Fórum Permanente dos Direitos da Mulher no Estado do Amapá. Para ela, o conselho representa a busca por mais direitos e mais igualdade.“O conselho tem como objetivo monitorar, acompanhar, planejar, demandar as políticas públicas voltadas para a nossa integridade física, mental, social e econômica. Dentro do conselho, nós temos diversas cadeiras onde discutimos emprego, renda, saúde, educação, moradia, inclusão social, família e qualidade de vida. Nós não somos só mulheres, nós somos mulheres que fazem a diferença na sociedade. Nós não lutamos para ser melhores, mas nós lutamos para ser iguais”, avaliou Mary.
A secretária de Estado de Políticas para Mulheres, Adrianna Ramos, detalhou que a igualdade de gênero foi um dos assuntos debatidos pelos representantes do Governo do Amapá na 68ª edição da Comissão das Nações Unidas sobre a Situação da Mulher no Mundo, que ocorreu em Nova York.
"Para garantir mais igualdade de gênero, precisamos fortalecer a política pública da mulher, com mais ações assertivas e programas estruturantes. Nossa felicidade no dia de hoje é em poder empossar mulheres do poder público e da sociedade civil que discutirão esta pauta tão necessária, especialmente quando se fala em um órgão colegiado norteado pelos princípios da administração pública”, destacou Adrianna.
Na ocasião, Adrianna anunciou a inauguração do Centro de Atendimento às Vítimas de Crimes e Atos Infracionais, em parceria com o Poder Judiciário do Amapá. O espaço vai funcionar no prédio anexo do Centro de Atendimento à Mulher e a Família (Camuf) em Macapá, e atenderá as famílias vítimas do feminicídio.
O Conselho de Direitos da Mulher foi criado a partir da Lei Estadual nº 0812, de 25 de janeiro de 2004. Trata-se de um órgão colegiado, superior público, permanente, de caráter consultivo, deliberativo e propositivo.
Representatividade
Representando a Associação de Mulheres Empreendedoras do Bairro do Jardim Felicidade 1, Marinalva Menezes, de 60 anos, também tomou posse como conselheira. O espaço reúne 70 mulheres que empreendem com o artesanato, através do projeto de beneficiamento de sementes.
“É através do Conselho que a gente pode estar ajudando outras mulheres, lá onde moramos é periferia. As mulheres têm dificuldades de sair de casa para ir até o centro da cidade, por exemplo. Então, quando criei a Associação de Mulheres, foi pensando em ajudar essas pessoas que moram nas áreas periféricas, em vulnerabilidade social. E fui para dentro do Conselho da Mulher, para trazer melhorias!”, afirmou Marinalva.
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