
Atendimentos alcançaram quatro comunidades da região, com atendimento e encaminhamentos
O Governo do Estado, em parceria com o Tribunal de Justiça do Amapá (Tjap), atendeu 357 mulheres ribeirinhas durante a 146ª Jornada Fluvial, no distrito do Bailique, em Macapá. A programação integra o “Março de Lutas”, que acontece durante todo o mês para debater os direitos e políticas públicas voltadas para as mulheres. Os acolhimentos e encaminhamentos aconteceram durante uma semana, atendendo quatro comunidades da região.
Foram ofertados atendimentos sociais, jurídicos, psicológicos, palestras e visitas domiciliares. A Jornada é uma cooperação entre a Secretaria de Estado de Políticas para Mulheres e Tjap, que alcançou às populações ribeirinhas de Vila Progresso, Limão do Curuá, Vila Itamatatuba e Ipixuna Miranda, além de fiscalização e monitoramento ambiental da região.
“Essa parceria é muito importante e que nos honra, porque é mais um mecanismo que nos ajuda a ampliar nossos atendimentos e levar acolhimento às mulheres em todas as regiões do Amapá”, destacou a secretária de Políticas para as Mulheres, Adrianna Ramos.
Alguns atendimentos, como os de serviço social e psicológicos, chegaram pela primeira vez às comunidades, alcançado cerca de 170 pessoas através de palestras e orientações sobre o acesso a serviços em uma semana de ação.
“É um trabalho importante de conscientização, realizamos aqui cinco palestras educativas falando sobre violência doméstica e conseguimos alcançar um número grande de pessoas, que puderam ser sensibilizadas e alcançadas com informações importante sobre as denúncias, os acolhimentos e os serviços que elas podem ter acesso na rede pública”, destacou a assistente social, Carleni Pessoa.
A denúncia é um tema sensível e que muitas mulheres encontram dificuldades de fazer, por isso que a dona de casa Maria da Silva, nome fictício, buscou ajuda durante os atendimentos. Antes de ouvir as palestras e conversar com as equipes, ela acreditava que as agressões que sofria em casa eram normais.
“Eu achava que era normal esse tipo de situação dentro do casamento. Não tenho acesso a televisão, rádio ou internet, quando soube que iria ter atendimento com psicólogo e assistente social, eu procurei ajuda. Agora farei um boletim de ocorrência e buscarei ficar segura”, relatou a jovem. Segundo a psicóloga do Governo do Estado, Hanna Nery, é importante que as mulheres tenham conhecimentos sobre os tipos de violência para poder quebrar com o ciclo vicioso que, às vezes, pode durar uma vida inteira.
“A violência não começa a partir da violência física, e sim de toda a parte moral, de toda parte psicológica, patrimonial e sexual. É importante alertar que o ato sexual não consentido é violência; não é porque é seu marido, namorado ou companheiro que a mulher é obrigada a o que não quer”, pontou a psicóloga.
A parceria tem alcançado bons resultados. Segundo a coordenadora da Mulher do Tjap, Sônia Ribeiro, a união entre os poderes é um importante passo para alcançar essas vítimas e fortalecer as políticas públicas já existentes.
“Com a experiência da equipe técnica do Governo do Estado, pudemos atender diversas pessoas, o que abrange atendimentos e os encaminhamentos necessários de mulheres e famílias vítimas de violência doméstica, e outros serviços”, reforçou.
Fique por dentro das notícias do Governo do Amapá no ==> Instagram e Facebook.
Tá no ZAP ==> Entre no grupo de WhatsApp e receba notícias em primeira mão aqui!
- Local
- Macapá
- Leituras
- 0 leituras
Receba notícias de Direito das Mulheres no seu e-mail →
Relacionadas

COMUNICAÇÃO
‘Hoje consigo entender o que está acontecendo com a minha saúde", diz mãe surda após viver gestação com apoio de intérpretes do Cilsaúde

COMUNICAÇÃO
'Dicas de ouro para quem empreende', diz participante do ELAS 2026 sobre temáticas abordadas na primeira noite do evento

COMUNICAÇÃO
Nota de pesar pelo falecimento do artista amapaense Amadeu Lobato

COMUNICAÇÃO





