sábado, 17 de outubro de 2026

COMUNICAÇÃO

Iapen tem menor apreensão de celulares desde o início da ação nacional contra comunicação ilícita nas penitenciárias

Terceira fase da Operação Mute foi deflagrada na sexta-feira, 2, em todo o país. No Amapá, o Governo do Estado apoia a estratégia.

Marcelle Corrêa
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A nova investida contou com a mobilização de 50 policiais penais do Iapen
A nova investida contou com a mobilização de 50 policiais penais do Iapen · Foto: Marcelle Corrêa

Crédito: Marcelle Corrêa/GEA e Divulgação/SejuspA nova investida contou com a mobilização de 50 policiais penais do Iapen

Como parte das tratativas com o Ministério da Justiça e Segurança Pública para intensificação do combate à criminalidade no estado, o Governo do Amapá apresentou, na sexta-feira, 2, os resultados da 3ª fase da Operação Mute, criada para combater a comunicação ilícita dentro do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen). 

Mais uma vez, nenhum material ilícito foi encontrado dentro da nova Unidade Prisional José Eder, reformada e ativada no mês de setembro de 2023 pelo Governo do Estado. 

Nos demais pavilhões onde ocorreu a intervenção, a ação contabilizou a apreensão de 26 aparelhos celulares, o menor número registrado desde que a primeira etapa foi deflagrada, em outubro de 2023, quando foram retirados do sistema prisional 102 celulares.

A nova investida contou com a mobilização de 50 policiais penais do Iapen, cinco policiais penais federais e, ainda, o apoio operacional do Grupo Tático Aéreo (GTA).

"Um pavilhão do regime fechado e um pavilhão dos presos provisórios foram alvos da operação. Além da revista nos pavilhões em busca de objetos ilícitos, o Iapen realizou a transferência de mais 10 presos do regime fechado para a Unidade Prisional José Eder. Desde a primeira fase da operação, o Iapen tem trabalhado para identificar pontos vulneráveis de entrada de objetos ilícitos no presídio e descobrir as lideranças criminosas que organizam e executam as guerras entre os grupos criminosos", explicou Luiz Carlos Gomes, diretor do Iapen.

Crédito: Marcelle Corrêa/GEA e Divulgação/Sejusp

Os trabalhos pontuais da Mute, coordenados pela Secretaria Nacional de Políticas Penais do Ministério da Justiça, aconteceram nos 26 estados do país e no Distrito Federal, somando mais de 100 presídios fiscalizados pelas forças de segurança. 

A estratégia, que conta com o apoio da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), consiste em incursões táticas e operacionais de agentes, com a meta de identificar e retirar celulares das unidades prisionais para barrar a comunicação de grupos criminosos e reduzir os índices de violência nas cidades.

"Comprovamos que é possível termos um sistema penitenciário eficaz no Amapá. O apoio do Ministério da Justiça nos auxiliou na implementação de um procedimento muito semelhante ao utilizado nas penitenciárias federais. A expectativa é que, até o final deste ano, consigamos estabelecer o mesmo modelo de trabalho já usado na Unidade José Eder em todo o sistema penitenciário", informou o secretário de Segurança Pública, José Neto.

Para a Diretoria de Inteligência Prisional do Ministério da Justiça, que também integrou a 3ª fase da Mute, a constância nas ações traz perspectivas de mudanças cada vez mais sólidas no sistema prisional do Brasil e do estado. Além do foco da quebra da comunicação dos detentos com o mundo externo, o trabalho investigativo das apreensões é essencial para a descoberta e desarticulação de outras possíveis ações criminosas. 

"Agora, o trabalho segue com a catalogação de todos esses materiais, que são periciados pela inteligência penitenciária, em especial os celulares, que com um possível compilado de informações extraídas desses aparelhos podem gerar futuras investigações", informou o representante da Diretoria de Inteligência Penitenciária do Ministério da Justiça, Gilvan Albuquerque

Investimentos 

Como parte do planejamento para a paz social da população do Amapá, o Governo do Estado garantiu junto ao Ministério da Justiça e Segurança Pública mais de R$ 25 milhões em investimentos para o sistema penitenciário.

Os recursos fazem parte do montante de R$ 132,5 milhões anunciado em agosto pelo governador, Clécio Luís, e pelo ministro da Justiça, Flávio Dino, para a Segurança Pública estadual.   

Dentro das tratativas de reestruturação dos órgãos de defesa, R$ 8 milhões já foram revertidos para o Iapen, com a aquisição de vários equipamentos, viaturas e kits para a ressocialização dos apenados. Mais R$ 18 milhões, disponibilizados pelo Ministério da Justiça são para construção de uma nova penitenciária, moderna e com 408 vagas.

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