
São destinados 30 quilos por famílias em cada entrega do produto da base alimentar indígena
O Governo do Amapá, junto com órgãos da União e entidades sociais, como o Conselho dos Caciques dos Povos Indígenas do Oiapoque (CCPIO) e Instituto de Pesquisa e Formação Indígena (Iepé), estão desenvolvendo constantes ações de assistência para atender as mais de 2 mil famílias indígenas do município, no extremo norte do estado, que tiveram suas roças de mandioca atingidas por fungos e bactérias e não conseguiram produzir, a farinha, principal produto da base alimentar indígena.
Um dos serviços voltados para as comunidades é a entrega de farinha de mandioca, onde 50,5 toneladas do produto já foram enviadas, sendo distribuído 30 quilos por família. Devido a iniciativa, o governador, Clécio Luís, recebeu uma carta de agradecimento, assinada pelo cacique José Elito e seus conselheiros, direto da Aldeia do Manga, terra indígena Uaçá, destacando as 353 sacas de farinha recebidas pela comunidade.
O volume total de farinha que será levada para as terras indígenas de Oiapoque, somam 75 toneladas, dos quais ainda restam 24,5 para serem entregues. O produto está sendo produzido e ensacado pelos associados da Cooperativa dos Moradores Agroextrativistas da Reserva Baixo Cajari (Coopemarca) e ocorre nas comunidades do Ajuruxi e Maracá, área ribeirinha do município de Mazagão, envolvendo mais de 90 produtores familiares. Os recursos para a aquisição da farinha é uma articulação do senador Davi Alcolumbre, junto à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Também já foram enviadas cerca de 120 toneladas de alimentos, em duas remessas para atender as 66 comunidades indígenas. Outro serviço em andamento é a entrega de mais de 350 mil manivas-semente para plantio nas novas áreas de roça, das quais 175 mil já foram disponibilizadas e as demais serão repassadas no início do mês de fevereiro.
GT da Mandiocultura
Em 2023 foi criado o Grupo de Trabalho da Mandiocultura, que norteia as ações para atender as comunidades. Desde o mês de julho, quando foi decretada a situação de emergência em Oiapoque, várias iniciativas já foram desempenhadas nos territórios indígenas e seguirão neste ano de 2024.
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