
Entre as produções, estão bonecas de pano coloridas e pesos de portas
Dando continuidade às ações do ‘Janeiro Branco’, mês de conscientização sobre os cuidados com a saúde mental, o Governo do Amapá levou para o município de Porto Grande o curso de introdução à costura, voltado a vítimas de violência doméstica atendidas pelo Centro de Referência em Atendimento à Mulher (Cram) da cidade.
O objetivo é incentivar a busca pela autonomia financeira e pela independência emocional, a partir de uma nova ocupação. O curso teve a duração de quatro dias e encerrou na sexta-feira, 19, sob coordenação da Secretaria de Estado de Política para Mulheres.
“A oficina terapêutica é uma interessante ferramenta para promover o empoderamento e desenvolver as habilidades manuais, sobretudo, oportunizar a independência financeira das nossas acolhidas, principalmente em um mês tão significativo sobre a necessidade sobre os cuidados com a saúde mental das mulheres que estão vivendo em um contexto de violência doméstica e familiar”, pontuou a secretária de Políticas para Mulheres, Adrianna Ramos.
Entre as produções das 11 mulheres atendidas, estão bonecas de pano coloridas e pesos de portas. A oficina foi o primeiro curso realizado pelo Cram do município em 2024, mas o Centro já planeja outras capacitações, como detalhou a coordenadora do espaço, Suzete Souza.
“É muito gratificante ver o sorriso no rosto delas, eu me sinto muito emocionada em fazer parte desse projeto, porque é através dessa união que conseguimos ver melhoras nessas mulheres, que podem ter uma renda extra a partir desse aprendizado. É uma oficina com custo baixo, pois os itens são reutilizáveis”, conta Suzete.
Para a acolhida, Suze Iane (nome fictício), de 42 anos, o curso proporcionou a descoberta de um talento e funciona como uma terapia, promovendo a sensação de bem-estar.
“Me surpreendeu muito, porque para costurar a gente pode utilizar coisas que temos em casa. É uma terapia importante para a gente se sentir melhor, que venham mais trabalhos assim”, conta Suze.
Outra participante foi a Dona de Casa, Lisa Flor (nome fictício), de 38 anos, que não conhecia o trabalho do Cram e chegou ao curso através de divulgação das redes sociais.
“Aqui no Cram, fui muito bem recebida. Através do curso, tive a oportunidade de aprender a fazer uma renda extra e me ajudou psicologicamente, porque essas oficinas ajudam a gente a sair da escuridão, levantar a cabeça e saber que somos capazes, porque somos valiosas”, afirmou Lisa.
O Cram de Porto Grande fica localizado na Avenida Bento Manoel Parente, nº 785, bairro das Malvinas. O telefone para contato é (96) 98403-8359.
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