Espécies catalogadas são nativas do Amapá, pois são parte integrante da floresta e foram coletadas pelos pesquisadores
Cores, formas, delicadeza, essas são algumas das características das orquídeas, espécies de plantas estudadas pelo Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa). São 400 espécies amapaenses registradas pelo instituto. Durante a programação do Equinócio da Primavera, que se iniciou na quarta-feira, 21, e se encerra na sexta-feira, 23, parte delas está em uma exposição no Monumento do Marco Zero do Equador.
O objetivo é apresentar para a população a beleza da flora amapaense. Dos tipos cadastrados, 35 podem ser apreciados no espaço no horário das 8h às 18h. A entrada é gratuita. Também estão expostas fotografias de 50 flores, além dos nomes e características de cada uma.
Quem não perdeu tempo e logo conferiu o espaço foi Rosenilson dos Santos. O estudante aproveitou a participação IV Feira de Ciências e Engenharia do Amapá (Feceap), para visitar a exposição. “Achei legal o espaço. É interessante aprender um pouco mais sobre a nossa flora”, afirmou.
As espécies catalogadas são nativas do Amapá, pois são parte integrante da floresta e foram coletadas pelos pesquisadores. O coordenador da exposição, Patrick Cantuária, explica que a orquidologia ainda é uma atividade em desenvolvimento no Estado, mas que os estudos apontam potencial econômico para a comercialização. “Estamos em uma fase de pesquisa e registro das espécies. Esta é uma atividade rentável e que pode ser comercializada no Amapá, pois necessitam de cuidados simples”, explicou.
A orquídea pode ser cultivada em casa. De acordo com Cantuária, o cuidado mais específico é a rega para que ela não desidrate. Como a floresta é úmida e o clima é quente, é preciso manter a umidade para que a orquídea se desenvolva.
A principal característica das espécies amapaenses é que elas pertencem a classe epífita, que é encontrada no alto das árvores e o restante são terrestres. A orquídea mais difícil de coletar é a Macroclinium, devido à pequena população existente.
Comercialização
As plantas expostas na programação do Equinócio da Primavera não serão comercializadas, mas se fossem custariam entre R$ 50 a mil reais. Para incentivar a atividade comercial, o Iepa iniciou um projeto experimental na comunidade de Canaã no município de Porto Grande. O orquidário foi construído em área desmatada para plantio da roça.
Os moradores receberam uma capacitação e aprenderam a duplicar as orquídeas. A expectativa é que futuramente a comunidade comercialize as espécies cultivadas. “O orquidário comercial é uma das necessidades para que o cultivo de orquídeas se torne uma atividade com potencial econômico”, afirmou Cantuária.
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