
A modalidade faz o uso de técnicas que não causam danos ao ambiente e devolvem os peixes ao seu habitat natural
O governador Clécio Luís sancionou a lei nº 3.014 que inclui no calendário de eventos culturais do estado, o Torneio de Pesca Esportiva na Região dos Lagos, onde se localiza os municípios de Amapá, Pracuúba e Tartarugalzinho. A lei foi sancionada na última quarta-feira, 3.
A lei prevê que o torneio seja realizado durante os eventos culturais de cada município e com o apoio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com entidades representativas do setor pesqueiro.
A pesca esportiva na região incentiva a valorização da cultura local, o turismo sustentável e a preservação dos recursos naturais, bem como fomenta o esporte da pesca entre os moradores e visitantes da região.
A modalidade faz o uso de técnicas que não causam danos ao ambiente e devolvem os peixes ao seu habitat natural. Segundo o diretor de planejamento da Setur, Gabriel Flores, a pesca esportiva é uma forma de turismo que atrai muitos viajantes que buscam lazer e contato com a natureza.
“Com a lei, a Setur busca criar um padrão para replicar a atividade nas outras regiões do estado, criando assim um Circuito Estadual de Pesca Esportiva para colocar o Amapá definitivamente no radar dos pescadores esportivos”, conta o diretor.
Durante a programação do torneio, serão promovidas ações de educação ambiental para conscientizar os participantes sobre a importância da preservação dos ecossistemas aquáticos.
Em paralelo ao evento, a Setur pretende levar capacitações com o objetivo de preparar a mão de obra local para receber turistas, além de criar um festival gastronômico durante o torneio de pesca, com feira de artesanato e programações culturais.
Turismo e economia
A pesca esportiva é praticada em mais de 70 países, sendo os principais destinos os Estados Unidos, o Canadá, a Austrália, a África do Sul e a Argentina.
A atividade é responsável por 12% do mercado mundial de turismo e gera cerca de 380 mil empregos diretos e indiretos no Brasil, sendo responsável por contribuir até R$ 3 bilhões para o Produto Interno Bruto (PIB).
“Acreditamos que a pesca esportiva pode ser muito benéfica tanto turisticamente como economicamente. Ressaltamos que essa atividade deve ser planejada e executada de acordo com os critérios legais e com o apoio e orientação dos órgãos competentes tanto na área da pesca, como da área ambiental”, reforça Flores.
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