
Encontro contou com a presença de grupo de idosos, assistentes sociais, conselheiros de direitos, acadêmicos e gestores públicos
Com o apoio do Governo do Amapá, o "1º Fórum Casa de Passagem" debateu nesta sexta-feira, 15, a proteção e assistência à pessoa idosa. O encontro discutiu como proporcionar acolhimento provisório a pessoas acima de 60 anos em vulnerabilidade social.
Com a participação de grupo de idosos, assistentes sociais, conselheiros de direitos, acadêmicos e gestores municipais e estaduais, o fórum mobilizou e sensibilizou o poder público e a sociedade civil para a criação de estratégias de acolhimento temporário aos idosos.
“O fórum é um marco histórico. O nosso primeiro passo é a formação de um grupo de trabalho atuante. As políticas públicas existem quando há união e debate entre as entidades envolvidas atuando para a garantia plena dos direitos aos nossos idosos”, destaca a secretária de Assistência Social, Aline Gurgel.Ao promover a receptividade da melhor idade, o acolhimento institucional funciona como um espaço de reconstrução para muitos usuários atendidos pelos serviços sociais, buscando a participação do cidadão na sociedade.
“Foram registrados apenas este ano mais de 300 casos de violência contra pessoas acima de 60 anos no Amapá. Então, a Casa de Passagem é um instrumento necessário para a proteção dessas pessoas que estão vulneráveis a diversos tipos de violações dos direitos humanos, além de promover a socialização dos nossos idosos”, comentou a presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa Idosa, Palmira Bittencourt.
Vestida com uma saia rodada típica das danças de carimbó e uma flor nos cabelos, a dona de casa Terezinha Brito, de 72 anos, acredita que temas como esse devem ser debatidos na sociedade.
“Espero por coisas boas em nossas vidas. Nós que somos idosos precisamos de uma atenção maior”, contou Terezinha.
Casa de Passagem
As Casas de Passagem são unidades de proteção social destinadas ao acolhimento e receptividade de pessoas afastadas do núcleo familiar ou famílias que se encontram em situação de abandono, ameaça ou violação de direitos humanos.
Essas unidades visam proporcionar um ambiente seguro e acolhedor, onde os cidadãos recebem assistência temporária, incluindo abrigo e serviços essenciais, com o intuito de promover a socialização.
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