
Entre os aparelhos devolvidos, há celulares avaliados em até R$ 9 mil
Como parte do planejamento estratégico montado para a segurança pública do Amapá no combate à criminalidade e como forma de prestar contas com a população, na quarta-feira, 13, o Governo do Estado devolveu, após análise investigativa, mais de 200 aparelhos celulares aos verdadeiros proprietários dos objetos.
A ação foi possível após o trabalho integrado de apreensão e investigações entre o Instituto de Administração Penitenciária (Iapen) e a Polícia Civil. A ação conjunta, de acordo com o diretor do Iapen, Luiz Carlos Gomes, é subsidiada por um Termo de Cooperação Técnica, assinado no início deste ano entre as duas instituições, com o objetivo de apresentar mais eficiência, celeridade e transparência para a origem dos dispositivos móveis.
"A entrega dos aparelhos representa o fechamento de um ciclo que inicia com o trabalho da Polícia Penal com a identificação dos alojamentos e passa pelo levantamento de informações e de inteligência, o que nos permite identificar a localização desses celulares e tirá-los das mãos dos criminosos dentro do Iapen. Um dispositivo móvel na posse de um criminoso é uma arma, pois ele pode se comunicar, orquestrar e ordenar o cometimento de delitos fora do presídio. E não vamos permitir isso", garantiu Gomes. Muitos desses aparelhos celulares são provenientes de furtos e roubo de cidadãos. Após a apreensão, os dispositivos são entregues à Polícia Civil e as informações são extraídas, periciadas e ajudam em investigações já em andamento e na abertura de novos inquéritos policiais. Todo esse trabalho orienta as próximas ações da segurança pública.
"Poder proporcionar a chance do cidadão reaver um patrimônio, diminuindo o seu prejuízo, mostra que o trabalho policial está funcionando de forma muito eficiente, e aqui estamos, com essa prestação de contas para a população, que deposita confiança na segurança pública do Amapá", informou delegado-geral de Polícia Civil do estado, Cezar Vieira.
O coordenador de Segurança do Iapen, o policial penal Adriano Cardoso, enfatiza a importância de mostrar para a sociedade o esforço para devolver os aparelhos aos seus verdadeiros donos.
"Aqui, entre esses celulares, tem aparelhos que custam R$ 6 mil, R$ 9 mil. Imagina a felicidade da pessoa que teve um celular subtraído poder reaver esse produto. A Polícia Penal trabalha constantemente com as revistas de rotina e em ações integradas às polícias Civil, Militar e ao GTA [Grupo Tático Aéreo], Coordenadoria de Inteligência do Iapen, e isso faz com que cheguemos a esses resultados", pontuou o coordenador.
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