sábado, 17 de outubro de 2026

COMUNICAÇÃO

Governo do Amapá promove capacitação criativa para alertar sobre prevenção de infecções sexualmente transmissíveis

Ação da campanha dos 16 Dias de Ativismo, pelo fim da violência às mulheres, integra o Dezembro Vermelho, mês de conscientização da Aids.

Alice Palmerim
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Iniciativa foi coordenada pelo Núcleo de Acolhimento de Mulheres Lésbicas, Bissexuais, Transexuais e Intersexuais (Ama-LBTI)
Iniciativa foi coordenada pelo Núcleo de Acolhimento de Mulheres Lésbicas, Bissexuais, Transexuais e Intersexuais (Ama-LBTI) · Foto: Alice Palmerim

Crédito: Alice Palmerim/SEPM  Iniciativa foi coordenada pelo Núcleo de Acolhimento de Mulheres Lésbicas, Bissexuais, Transexuais e Intersexuais (Ama-LBTI)

Como parte da campanha dos 16 Dias de Ativismo, pelo fim da violência contra as mulheres e meninas, integrando também o Dezembro Vermelho, mês de conscientização da luta contra o vírus HIV, Aids e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), o Governo do Estado promoveu nesta quarta-feira, 6, em Macapá, a Oficina de Prevenção a IST’s, com produção artesanal de lambe-lambe, utilizando pinturas e colagem.

A ação foi coordenada pelo Núcleo de Acolhimento de Mulheres Lésbicas, Bissexuais, Transexuais e Intersexuais (Ama-LBTI), que faz parte da Secretaria de Políticas para Mulheres (SEPM), e presta serviços de acolhimento a população LBTI através de assistência social, assessoria jurídica, enfermagem e psicologia.

A secretária de Estado de Políticas para Mulheres, Adrianna Ramos, destacou que atividade, que contou com apoio da Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS), trabalhada de forma lúdica, interativa, como a confecção de lambe-lambe, reunindo 30 participantes, surge também como uma oportunidade de geração de renda.

“A arte urbana do Lambe-lambe já existe no Brasil desde o século XIX. A técnica é muito democrática, pois é possível comunicar várias informações necessárias à população. Fazendo um recorte para a população LGBTI, temos a intenção de fazer com que essas oficinas, capacitações, se tornem constantes gerando oportunidade de renda através da divulgação dos serviços oferecidos pelos centros, dos artistas locais que apoiam a causa e muito mais ”, disse a secretária.

Crédito: Alice Palmerim/SEPM

O primeiro momento da capacitação, foi ministrado pelo enfermeiro, Vencelau Pantoja, 26 anos de profissão, que levou dicas de conscientização através de dinâmicas de grupo abordando temas como: Profilaxia Pré-Exposição (Prep), virgindade, cuidados e prevenção com o objetivo de diminuir o preconceito com as pessoas que convivem com o vírus da imunodeficiência humana (HIV).

“Não é apenas no Dezembro Vermelho, mas todos os dias, devemos focar na prevenção, mesmo com advento de outras epidemias como foi a Covid, o vírus do HIV continua crescendo, além de outras ‘IST’s’ como a sífilis, principalmente. O alerta é justamente quando mais debatermos de forma livre de tabus e preconceitos essa temática, e nos apropriarmos das medidas de prevenção, maior impacto teremos no enfrentamento desse agravo”, alertou o enfermeiro.

Crédito: Alice Palmerim/SEPM

Outra participante foi Diney Adriana Nogueira, de 72 anos, que trabalhou como professora por 40 anos, é doutora em Comunicação Social e psicóloga. Disse que a experiência com a interação no treinamento foi surpreendente.

“O que falta para diminuir o preconceito na sociedade é a base, é a educação. Sobre a oficina achei muito importante essa organização do AMA-LBTI, eles trouxeram um excelente profissional que falou sem tabus sobre prevenção, sexualidade, virgindade e cuidados para um público bastante diversificado”, explicou a doutora.

Crédito: Alice Palmerim/SEPM

Na segunda etapa, os participantes “meteram a mão na massa”, com a produção de lambe-lambe, utilizando a técnica de pintura e colagem, como forma de expressão, orientados pela multi-artista, Zion.

O assessor de comunicação, Pablo Manfredini dos Santos, de 24 anos, que recebeu a capacitação, destacou a soma de conhecimentos novos adquiridos: “A forma como foi abordado o tema foi didática é importante, não apenas para atrelar conhecimento, mas reforçar a necessidade da prevenção e o respeito”, pontuou o assessor. 

Crédito: Alice Palmerim/SEPM

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