
Ao chegar ao Bailique, a água será distribuída entre as comunidades, a partir da Vila Progresso
Nesta quarta-feira, 6, o Governo do Amapá enviou mais 200 mil litros de água doce ao arquipélago do Bailique, pertencente a Macapá. Desde novembro, quando o Estado decretou situação de emergência em toda a costa amapaense devido à salinização das águas do Rio Amazonas, já são 800 mil litros de água destinados ao distrito.
Ao chegar ao Bailique, a água será distribuída entre as comunidades, a partir da Vila Progresso, a sede do arquipélago. A ação humanitária é coordenada pela Companhia de Água e Esgoto do Amapá (Caesa) e Defesa Civil Estadual, com o apoio da Companhia Docas de Santana.
A Vila Sucuriju, no município de Amapá, também é atendida com a distribuição de água potável. O presidente da Caesa, Jorge Amanajás, explicou que o envio regular de água potável ao Bailique é semanal, com auxílio de uma embarcação do tipo ferry boat.
“O ferry boat ficará ancorado na Vila Progresso, a sede do arquipélago. A partir desse ponto, as embarcações menores se encarregam de distribuir a água para as demais comunidades, como já está sendo feito ao longo das semanas anteriores. Já o envio para a Vila Sucuriju, será mensal”, detalha Amanajás.
O comandante do Corpo de Bombeiros e coordenador da Defesa Civil, cel. Alexandre Veríssimo, pontuou a importância da operação.
“Em meio aos desafios causados pela salinização, nosso compromisso é enviar água semanalmente, garantindo o bem-estar das comunidades. Estamos aqui para servir e proteger”, reforçou Veríssimo.
Atendimento ao Bailique
Desde fevereiro de 2023, o Governo do Amapá distribuiu 2,2 mil caixas d’água de 2 mil litros cada para as famílias do Bailique, atendendo todas as comunidades do arquipélago. Com a chegada do inverno, os moradores poderão captar água da chuva, armazenando-a nos reservatórios distribuídos.
Ainda como parte da ação humanitária, em novembro, o Governo do Estado levou serviços de cidadania, saúde e assistência social para os moradores do Bailique.
Um projeto de captação e tratamento de água da chuva já foi instalado em algumas residências locais. Desenvolvido por um engenheiro da Caesa, o projeto utiliza calhas para captar a água da chuva, que passa por um processo de tratamento com clorador e é armazenada nas caixas d’água. Com a chegada do inverno, o projeto entrará em fase de testes, sendo posteriormente estendido a todas as residências da região.
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