
Governador Clécio Luís assinou PL durante reunião com o Instituto Mapinguari
O governador Clécio Luís assinou nesta sexta-feira, 1º de dezembro, o projeto de lei (PL) que institui a "Política Estadual de Agroecologia e Produção Orgânica e Sociobiodiversidade (Peapos)", durante reunião com representantes do Instituto Mapinguari, organização não-governamental (ONG) que atua na preservação ambiental. Agora, o PL vai para votação na Assembleia Legislativa do Amapá (Alap).
A Política Estadual prevê o cultivo da agricultura de baixo impacto de carbono e foi construída a partir do diálogo entre a sociedade civil e as comunidades agrícolas, durante escutas públicas realizadas pelo Governo do Estado em 11 municípios. Ao todo, 388 lideranças rurais foram mobilizadas, resultando em 219 propostas, que embasaram o documento.
A proposta se alinha ao programa de governo da atual gestão, que investe no desenvolvimento sustentável, através do fomento aos pequenos produtores rurais, e que torna o Amapá "Carbono Negativo", pois mais captura CO² do que emite para a atmosfera.
Todo o trabalho que o Governo do Amapá vem desenvolvendo na área ambiental, a exemplo do manejo florestal, bioeconomia e regularização fundiária, estarão presente na 28ª Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU), a COP 28, em Dubai, que iniciou na quinta-feira, 30, e segue até 12 de dezembro.
"A implementação da Política Estadual de Agroecologia, Produção Orgânica e Sociobiodiversidade está em consonância com o que nós defendemos. Este ano, na COP 28, nós vamos levar problemas reais da Amazônia como os focos de incêndio e estiagem que estamos enfrentando", pontuou Clécio Luís.
O governador reforça que não é possível falar de Amazônia e de tudo que a envolve, sem ouvir as pessoas que nela vivem, especialmente, quando se fala em desenvolvimento sustentável, com responsabilidade social e ambiental.
"Nós não podemos ouvir falar sobre nós, sem nós. Nós vivemos os nossos problemas diários aqui na Amazônia, e um dos principais é a falta de financiamento, a falta de dinâmica econômica, a falta de emprego, a falta de uma diversificação de matriz econômica, de poder preservar a Amazônia, preservar a floresta em pé, mas com dignidade", completou.
O Amaparque, maior projeto de biodiversidade e preservação de áreas úmidas urbanas da Amazônia, também será abordado na Conferência do Clima. Na COP 27 do ano passado, o projeto de criação foi apresentado pelo então governador Waldez Goés.
Rede de incentivos
A Política Estadual de Agroecologia, Produção Orgânica e Sociobiodiversidade busca fortalecer e incentivar as produções oriundas da agroecologia. A ideia é implementar políticas que agreguem valor às produções orgânicas e aos produtos da sociobiodiversidade local.
A Peapos visa criar uma rede de incentivos para a agricultura familiar, bem como fortalecer as cooperativas e associações de grupos que atuem com esses formatos produtivos. Além disso, cria uma comissão, que é o mecanismo de acompanhamento da política, composto por membros da sociedade civil e do Governo do Estado.
"Nós queremos resgatar a política estadual porque dentro do cenário de mudanças climáticas que nós temos, de tudo que estamos enfrentando, é uma política que pode fortalecer a nossa produção agrícola de base agroecológica, uma produção que vai gerar um alimento saudável, nutritivo, tanto para que a gente possa se adaptar a essa nova realidade do clima, como também para enfrentar o cenário de baixo acesso a alimento natural que temos no estado do Amapá", afirmou Yuri Silva, diretor técnico do Instituto Mapinguari.
Benefícios da Peapos
A Política Estadual deve beneficiar agricultores familiares, pequenos criadores, pescadores artesanais, aquicultores, povos indígenas, comunidades tradicionais e assentados da Reforma Agrária, garantindo:
- Acesso à assistência técnica e extensão rural agroecológica;
- Promoção da soberania alimentar e nutricional;
- Criação de um circuito de produção, distribuição, comercialização e o consumo de produtos orgânicos;
- Criação do Plano Estadual de Agroecologia, Produção Orgânica e Sociobiodiversidade;
- Criação da Comissão Estadual de Agroecologia, Produção Orgânica e Sociobiodiversidade
"Estamos às vésperas de participar da COP 28, e eu não tenho dúvida de que vamos construir um grande programa e, posteriormente, um grande plano, e fazer a diferença na vida do homem do campo e do homem da cidade. Afinal de contas, o alimento que consumimos aqui vem do campo e ele precisa ser tratado com muita responsabilidade, e parte daqui do Governo do Estado é o ponta pé dessa política", pontuou o deputado Rodolfo Vale, articulador do encontro com o Instituto Mapinguari.
- Leituras
- 0 leituras
Receba notícias no seu e-mail →
Relacionadas

COMUNICAÇÃO
‘Hoje consigo entender o que está acontecendo com a minha saúde", diz mãe surda após viver gestação com apoio de intérpretes do Cilsaúde

COMUNICAÇÃO
'Dicas de ouro para quem empreende', diz participante do ELAS 2026 sobre temáticas abordadas na primeira noite do evento

COMUNICAÇÃO
Nota de pesar pelo falecimento do artista amapaense Amadeu Lobato

COMUNICAÇÃO








