
O projeto é uma forma de garantir os direitos das mulheres LBTI
O Governo do Amapá está promovendo a campanha "Os 16 Dias de Ativismo - Pelo Fim da Violência contra as Mulheres" com diversas atividades em todo o estado para conscientizar e combater a violência de gênero, especialmente contra o público feminino.
A Secretaria de Políticas para Mulheres (SEPM) coordena a programação, que acontece em parceria com a Rede de Atendimento à Mulher (RAM) e movimentos sociais, no período de 20 de novembro a 10 de dezembro.
Na sexta-feira, 24, o Núcleo de Acolhimento às Mulheres Lésbicas, Bissexuais, Transexuais e Intersexuais (AMA-LBTI), em parceria com a Coordenadoria da Penitenciária Feminina realizou um debate sobre saúde mental e diversidade com mulheres privadas de liberdade.
Uma das mulheres que participaram do encontro foi a Maria Flor (nome fictício), que aproveitou o momento para se conhecer melhor e enfrentar o preconceito de estar em cárcere.
"É bom para nós, porque sofremos preconceito por estarmos presas. Essa conversa ajuda a gente a se conhecer mais e ter a oportunidade de falar mesmo ficando acanhada. Ajuda a gente a se adaptar melhor e inclusive até lá fora, porque somos vistas de um jeito que machuca", disse a interna.
O projeto denominado "Saúde mental e diversidade no cárcere" foi retomado durante a campanha internacional dos "16 Dias de Ativismo" deste ano, pelo Núcleo de Acolhimento às Mulheres Lésbicas, Bissexuais, Transexuais e Intersexuais (AMA-LBTI).
As 25 mulheres privadas de liberdade estão recebendo acolhimento através de escuta terapêutica para orientar sobre questões acerca das inúmeras formas de expressão das sexualidades de mulheres LBTI, durante o processo de ressocialização.
A psicóloga do AMA- LBTI, Lianara Mota, explica que o projeto é uma forma de garantir os direitos das mulheres LBTIs.
"Dar voz para essas mulheres que estão encarceradas e precisam desse acolhimento, escuta, autoconhecimento é uma forma de enriquecer esse momento que elas estão sendo reeducadas, e trazer um pouco mais de cidadania para garantir os direitos integrais que a mulher LBTI precisa", disse a profissional.
A programação dos "16 Dias de Ativismo" inclui caminhada, adesivaço, roda de conversas com mulheres negras, idosas e mães de crianças autistas, palestras, workshop, além da sensibilização do público masculino com a ação do "Laço Branco".
"Quando falamos da necessidade de inclusão, estamos nos referindo, de fatos, a todas as mulheres. O debate com as internas é um exemplo disso, o Governo do Estado está comprometido em garantir que todas as mulheres tenham seus direitos garantidos e sua diversidade respeitada", ressaltou a secretária de Políticas para Mulheres, Adrianna Ramos.
A campanha celebra o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, no dia 25 de novembro, e encerra no Dia Internacional dos Direitos Humanos, comemorado em 10 de dezembro.
Confira a programação dos "16 Dias de Ativismo no Amapá":
- Segunda-feira, 27/11
Adesivaço no centro comercial de Macapá
Hora: 8h30
Local: Cram Macapá - Terça-feira, 28/11
Ação com a Mulher Idosa
Hora: 15h às 18h
Local: Camuf Macapá - Quarta-feira, 29/11
Caminhada pelo fim da violência
Hora: 16h
Local: Camuf Santana - Sexta-feira, 1/12
Ação Promundo para 100 mulheres
Hora: 8h às 12h - Terça-feira, 5/12
Oficina de artesanato
Hora: 8h às 12h
Local: Camuf Macapá
Cinema para mulheres e meninas
Hora: 16h
Local: Camuf Macapá - Quarta-feira, 6/12
Ação do "Laço Branco"
Hora: 17h
Local: Cram Laranjal do Jari
Ação do "Laço Branco"
Hora: 17h
Local: Cram Oiapoque - Quinta-feira, 7/12
Workshop com a mulher negra
Hora: 8h às 12h
Local: Camuf Santana
Mulheres que cuidam de outras mulheres
Hora: 8h às 12h
Local: Cram Mazagão
Roda de conversa com as mães de crianças autistas
Hora: 14h às 18h - Sexta-feira, 8/12
Tardezinha empoderada
Hora: 16h
Local: Cram Porto Grande - Segunda-feira, 11/12
Ação pelo Dia Mundial do combate ao HIV - AMA LBTI
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