sábado, 17 de outubro de 2026

COMUNICAÇÃO

Governo do Amapá participa de debate sobre uso sustentável e comunitário de florestas na Amazônia

O debate acontece no momento em que o Estado reforça políticas que aliam o desenvolvimento econômico à preservação ambiental.

Winicius Tavares
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Foi elaborado um documento em conjunto pelos participantes e apresentado para os órgãos federais visando estimular a agenda do manejo para a Amazônia
Foi elaborado um documento em conjunto pelos participantes e apresentado para os órgãos federais visando estimular a agenda do manejo para a Amazônia · Foto: Sema

Crédito: Sema/DivulgaçãoFoi elaborado um documento em conjunto pelos participantes e apresentado para os órgãos federais visando estimular a agenda do manejo para a Amazônia

O Governo do Amapá participou da retomada dos debates sobre o uso sustentável de florestas por comunidades tradicionais da Amazônia. O evento, que ocorreu em Brasília, nos dias 8 e 9 de novembro, reuniu representantes de governos de estados amazônicos, sociedade civil e de organizações protagonistas no manejo florestal comunitário.  

O debate acontece no momento em que o Governo do Amapá reforça políticas que aliam o desenvolvimento econômico à preservação ambiental. Entre as ações já adotadas, estão a modernização do processo de licenciamento ambiental e a reestruturação do modelo de concessão florestal. O encontro foi promovido pelo Observatório do Manejo Florestal Comunitário e Familiar e pelo Conselho Nacional de Populações Extrativistas. 

Em setembro, o Governo do Estado concedeu as autorizações necessárias para a implementação do Projeto Agroextrativista Maracá, no município de Mazagão. A iniciativa alcança 1,2 mil famílias, que, de forma sustentável, sobrevivem dos recursos existentes nas matas. 

“Nesses dois dias de debate, a gente compartilhou experiências sobre o manejo florestal comunitário. Foram pontuados os desafios, as dificuldades, as oportunidades e o que pode ser melhorado para fortalecer a atividade no estado, com foco para o desenvolvimento das comunidades”, explica o assessor técnico florestal da Secretaria de Estado Meio Ambiente (Sema), Armando Souza.

Crédito: Sema/Divulgação

Com base nas experiências desenvolvidas anteriormente, os debates concentraram esforços para resolução dos desafios na execução de planos de manejo comunitários sustentáveis, com o objetivo de impulsionar a retomada da agenda considerando o desenvolvimento dos povos que vivem nas florestas. 

Segundo dados do Cadastro Nacional de Florestas Públicas, cerca de 73% das florestas públicas brasileiras já estão sob a gestão de povos e comunidades tradicionais desses territórios, garantindo a conservação e proteção desses lugares. 

O evento encerrou com a produção da Carta de Brasília, que reúne as sugestões dos participantes para fortalecer o manejo sustentável. O documento será entregue aos órgãos federais. Sem agendas nos últimos anos, o evento marca o resgaste de uma articulação na Amazônia para pautar a retomada do programa de manejo florestal. Para o representante do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), Manuel Amaral, o encontro foi um momento para a sociedade civil interagir com os órgãos governamentais. 

“Temos acompanhado os movimentos que o Governo do Amapá tem feito a respeito das concessões florestais. Nós acreditamos que o estado do Amapá tem uma gestão promissora para impulsionar a agenda do manejo protagonizada pelas comunidades”, detalha Amaral.

Crédito: Sema/Divulgação

 

 

 

 

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