sábado, 17 de outubro de 2026

COMUNICAÇÃO

Força Integrada do Amapá desarticula grupo criminoso que negociava drogas pela internet se passando por ONG de animais

Operação Disfarce, deflagrada nesta terça-feira, 31, cumpriu mandados de busca e apreensão na Zona Norte de Macapá.

Marcelle Corrêa
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Grupo negociava drogas em aplicativo de mensagem que remetia doação de animais
Grupo negociava drogas em aplicativo de mensagem que remetia doação de animais · Foto: Divulgação

Crédito: Divulgação/Polícia FederalGrupo negociava drogas em aplicativo de mensagem que remetia doação de animais

Como parte do planejamento estratégico de combate à criminalidade do Governo do Estado, a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Amapá (Ficco) cumpriu, nesta terça-feira, 31, cinco mandados de busca e apreensão na Zona Norte de Macapá, para desarticular um grupo criminoso que negociava drogas pela internet se passando por uma ONG de proteção e doação de animais.

A ação, nos bairros Infraero, Açaí, Novo Horizonte e Parque dos Buritis, faz parte da Operação Disfarce, um desdobramento da Operação One Hundred, deflagrada em junho deste ano, quando duas pessoas foram presas pelas forças policiais do estado.

Crédito: Divulgação/Polícia Federal

Investigações

Após análise do material apreendido na Operação One Hundred, as equipes de inteligência da Força Integrada identificaram um aplicativo de mensagens, supostamente ligado a criminosos especializados na comercialização de entorpecentes no estado.

Os investigados atuavam utilizando um grupo nas redes sociais que aparentava ser relacionado a doação de animais domésticos, mas de acordo com as investigações, os policiais verificaram que, na verdade, o objetivo era o tráfico de drogas.

Crédito: Divulgação/Polícia Federal

Segundo o delegado Carlos Lamoglia, o grupo virtual reunia pessoas entre 20 a 30 anos, que apesar de ser denominado, “Canil – Doação”, todas as conversas estavam relacionadas a negociações para oferta e compra de entorpecentes.

“As mensagens denotavam sobre preço de drogas, horário em que os entorpecentes estariam disponíveis para comercialização e a qualidade do produto. Essa incompatibilidade entre o nome do grupo e o real teor das conversas gerou o nome da operação, por ser uma forma de disfarçar a venda do material ilícito", explicou.

O delegado também destacou que as pessoas abordadas na operação desta terça-feira podem responder pelos crimes de tráfico de drogas e por integrar organização criminosa. Caso condenados, as penas podem chegar a 23 anos de reclusão, mais pagamento de multa.

Força integrada

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Amapá é coordenada pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e conta com as polícias Militar (PM), Civil (PC), Penal, Federal (PF) e Rodoviária Federal (PRF).

Crédito: Divulgação/Polícia Federal

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