sábado, 17 de outubro de 2026

CULTURA

Histórias contadas pelo escritor Celso Sisto encantam visitantes da Folia Literária Internacional do Amapá

A arte de contar e formar leitores foi destaque no 1º dia de evento, que segue até domingo, 29.

Cristiane Nascimento
Compartilhar

Celso Sisto apresentou um pouco da arte de contar histórias
Celso Sisto apresentou um pouco da arte de contar histórias · Foto: Jorge Júnior e Albenir Souza

Crédito: Jorge Júnior e Albenir Souza/GEACelso Sisto apresentou um pouco da arte de contar histórias

Quem visitou o primeiro dia da Folia Literária Internacional do Amapá, promovida pelo Governo do Estado no Parque do Forte, em Macapá, também participou de oficinas, exposições e palestras com renomados escritores e poetas. Uma das mais disputadas foi a do contador de histórias Celso Sisto. O carioca tem mais de 80 livros publicados.

Com o tema "Contar histórias: uma questão de performance", Sisto falou para quem foi ao Barracão das Palavras Mauro Guilherme montado na "Cidade Literária", sobre a importância e urgência de formar novos leitores e narradores no Brasil.

"Quando você afeta o outro com a história que você contou, o desejo de pegar aquele livro na mão, de ler, de ouvir de novo, é imenso, se você se comunicou com o seu público. A gente tem uma responsabilidade grande, formar leitores é urgente neste país. Não é uma função só dos contadores de história, mas o Estado tem um papel nisso, fundando bibliotecas, renovando acervos. Já as famílias têm uma importância nesse processo e esse conjunto de ações é fundamental para que a gente possa ter um país de leitores", ressaltou o contador.

Crédito: Jorge Júnior e Albenir Souza/GEA

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO DA 1ª FOLIA LITERÁRIA INTERNACIONAL DO AMAPÁ

Celso Sisto destacou ainda que a ideia é promover um compartilhamento de saberes e colaborar com o surgimento de novos contadores de histórias.

"Aqui a gente está promovendo uma troca de conhecimento, no sentido de melhorar o nosso aparato técnico como contador de histórias, mas isso só funciona, se formos antes de tudo, leitores e apaixonados pela história que a gente conta. A gente espera despertar nas pessoas a vontade de colocar no papel as suas narrativas, sem abrir mão da sua emoção, da sua identidade, da descoberta da sua linguagem, porque uma coisa fundamental para quem escreve é descobrir a sua voz", pontuou o carioca.

Crédito: Jorge Júnior e Albenir Souza/GEA

Escritor, ilustrador, professor universitário e contador de histórias, Celso Sisto tem mais de 80 livros publicados para crianças e jovens. Ele já recebeu vários prêmios por sua obra, entre eles, o de "Autor Revelação", de 1994, e "Ilustrador Revelação", de 1999. Ele conta que não vinha ao Amapá há mais de 20 anos.

"É um privilégio a gente estar aqui na beira do Rio Amazonas e isso já é suficientemente forte pra gente se sentir brasileiro. Acho que pra gente ser brasileiro, a gente tem que pelo menos uma vez na vida, ter visto o Rio Amazonas de perto", disse, empolgado.

Ele explicou que a performance do contador de histórias é fazer com que ela saia do papel e fique viva na frente do ouvinte, do espectador e para isso ele precisa conjugar o domínio do corpo, da voz e do texto.

"Esses três elementos são o tripé da história e você precisa dele para que essa performance e essa história fique viva na frente do outro, mas isso também precisa ser transpassado pela emoção, que precisa estar incandescente nessa história viva, se não ela não incendeia o outro", concluiu Sisto.

Crédito: Jorge Júnior e Albenir Souza/GEA

A funcionária pública Ivanete Chermont fez questão de ir logo no primeiro dia de Folia Literária. Ela se encantou com a palestra de Sisto e garante que foi um incentivo para reforçar a leitura na família. Ela também aproveitou para visitar todos os espaços da "Cidade Literária".

"Estou assistindo, visitando todos os barracões e estou achando muito interessante. Tem muita coisa para ver e apreciar. Aqui ouvindo essa contação de histórias a gente se inspira a incentivar e a também contar histórias para as nossas crianças", disse Ivanete.

Crédito: Jorge Júnior e Albenir Souza/GEA

1ª Folia Literária Internacional do Amapá

Essa é a primeira programação voltada para a valorização da literatura, do livro e da leitura em 10 anos no Amapá. A feira integra o plano de gestão do Governo do Amapá, que é realizada em parceria com as Organizações Culturais da Amazônia (OCA Produções), com o apoio dos senadores Davi Alcolumbre e Randolfe Rodrigues, e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-AP).

A primeira edição homenageia os escritores e poetas Ivo Torres e Alcy Araújo (in memoriam). São 54 artistas amapaenses, e 14 artistas de outros estados e países, como São Paulo, Alagoas, Amazonas, Roraima, Maranhão, Bahia, Rio de Janeiro, Pará, Rio Grande do Sul, e Guiana Francesa e Índia.

Tags
Nenhuma tag cadastrada nesta notícia
Leituras
0 leituras

Receba notícias no seu e-mail →

Relacionadas

Editorias

Navegue pelas áreas de cobertura do Governo do Amapá54