sábado, 17 de outubro de 2026

COMUNICAÇÃO

Governo do Amapá e Fundação Oswaldo Cruz alinham ações educacionais para aumentar a imunização no estado

Encontro de dois dias, encerra nesta quinta-feira, 19, no auditório do Ceta Ecotel, em Macapá.

Cristiane Nascimento
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Debate busca o fortalecimento das ações junto às escolas para transformar os estudantes em defensores da saúde coletiva
Debate busca o fortalecimento das ações junto às escolas para transformar os estudantes em defensores da saúde coletiva · Foto: Nayana Magalhães

Crédito: Nayana Magalhães/GEADebate busca o fortalecimento das ações junto às escolas para transformar os estudantes em defensores da saúde coletiva

Com objetivo de debater estratégias para aumentar os índices de cobertura vacinal no estado, o Governo do Amapá e o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz (Bio-Manguinhos/Fiocruz) iniciaram nesta quarta-feira, 18, uma capacitação de dois dias, no auditório do Ceta Ecotel, na Fazendinha, em Macapá.

Com o tema " Saúde e educação pela Reconquista das Altas Coberturas Vacinais" o objetivo do treinamento, que conta com a participação do Departamento de Imunização e Doenças Imunopreveníveis do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), é alinhar o fortalecimento das ações junto às escolas de todos os municípios para transformar os estudantes em defensores da saúde coletiva, através da imunização.  

Crédito: Nayana Magalhães/GEA

Akira Homma, coordenador do Projeto Reconquista das Altas Coberturas Vacinais da Fiocruz, explicou que o Amapá apresentava as menores taxas de cobertura vacinal de todo o país em 2021, desde então, vem sendo desenvolvido um trabalho no estado, através dos municípios, na tentativa da identificação das causas, para que o índice aumente.

"Em 2023, o cenário mudou e o Amapá junto com a Paraíba, tem conseguido as mais altas coberturas nas campanhas da poliomielite e da influenza, mas precisamos recuperar e avançar também nas vacinas de rotina. Estamos buscando a participação mais forte e direta do sistema educacional que é a base para a formação do cidadão, para formar novas lideranças. Temos que buscar o retorno dessas altas coberturas nesse processo. A volta da poliomielite, por exemplo, seria inaceitável”, finalizou o coordenador.

Crédito: Nayana Magalhães/GEA

O momento também é uma oportunidade para que seja debatida a importância de recuperar e ampliar as taxas vacinais, além de reforçar o papel primordial das políticas públicas nesse contexto.

A secretária de Estado da Saúde, Silvana Vedovelli, enfatizou que o estado já iniciou um diálogo permanente para evitar novos surtos, como o da síndrome gripal que assolou a população, principalmente as crianças durante este ano.

"Temos unido forças, discutido de forma permanente, atuando em todos os municípios, porque a prevenção está dentro de cada uma das nossas unidades, e esse é um momento de aprendizado para fortalecer ainda mais o trabalho que a gente vem desenvolvendo", disse a secretária.

Crédito: Nayana Magalhães/GEA

A programação prevista para o encontro que encerra nesta quinta-feira, 19, inclui palestras e ações educativas no enfrentamento de doenças, principalmente daquelas que podem ser prevenidas pela imunização.

Antônia Andrade, secretária adjunta de Políticas Educacionais da Secretaria da Educação (Seed), enfatizou que o projeto das Altas Coberturas Vacinais chama a atenção para o papel das famílias e das instituições na tarefa da prevenção.

"Estamos nessa política para amadurecer, consolidar e fazer de fato um trabalho promissor. Já alinhamos com a secretária de saúde que vamos exigir, na nossa matrícula em 2024, a carteira de vacinação, para que os pais assumam realmente essa responsabilidade. Nós lutamos pelo direito à vida e a gente sabe que isso se conquista com prevenção e educação", concluiu.

Crédito: Nayana Magalhães/GEA

A capacitação tem como público alvo representantes das secretarias estaduais e municipais de Saúde e Educação; Coordenação de Planejamento de Educação; Coordenação de Imunizações e de Atenção Primária; Programa Saúde Escolar; Núcleo Geo-Educacional entre outros.

A coordenadora de Imunizações da Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS), Maria Angélica Oliveira, destacou que buscar a parceria com o setor da educação é uma estratégia para fortalecer e contribuir para o entendimento que prevenir, ajuda não só a manter a saúde como evitar o retorno de patologias já eliminadas.

"Reunimos com profissionais da saúde e da educação para difundir nas escolas a vacinação, entre professores, pais e alunos. Todos devem entender a importância da vacina que inicia quando a criança nasce e já recebe a primeira, ainda maternidade, e depois tem todo um calendário a ser seguido. Nós corremos o risco de reintrodução de doenças que já estavam erradicadas, como o sarampo, se a vacinação não for fortalecida. É necessário criar uma rede de apoio na difusão de informações corretas”, falou Angélica.

Crédito: Nayana Magalhães/GEA

Isabella Balallai, diretora da SBIm, enfatizou que as ações devem ser trabalhadas dentro das instituições escolares de forma planejada. "As escolas precisam se planejar, a vacinação, as campanhas, precisam estar no projeto pedagógico escolar porque a escola é um excelente lugar o acesso a vacinar, mas muito mais que isso, é um ambiente de educar, e os maiores problemas que enfrentamos, são a desinformação”, disse Isabella. 

Juliana Fleck, da Coordenação de Imunização e Monitoramento das Coberturas Vacinais do Ministério da Saúde, relata que a reunião de diferentes segmentos permite a adoção de um discurso único.

"Trazer essas informações, para os diferentes setores que participam hoje aqui é essencial para ter um diálogo unificado, considerando que atualmente temos fragmentações de diálogos e uma fragilidade muito grande na questão vacinal, nós contamos com essa articulação para que a gente consiga ampliar a cobertura no país”, pontuou Juliana.

Meta 

A partir do evento, a meta é criar e estabelecer um modelo de Escola Promotora da Saúde, com uma comunicação eficiente sobre a importância de vacinas e da vacinação para toda a comunidade escolar, estimulando um planejamento conjunto e alinhado entre os setores de saúde e educação.

Crédito: Nayana Magalhães/GEA

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