
Devotos percorreram o tradicional trajeto de quatro quilômetros
Mais de 240 mil fiéis participaram da procissão que marca o ponto alto das celebrações do Círio de Nazaré, neste domingo, 8. Terços, cânticos, miniatura de casas, fotos, joelhos no chão e pés descalços são algumas das imagens que marcaram o percurso de quatro quilômetros, com saída do Santuário de Fátima, no bairro Santa Rita, até a Igreja de São José, no Centro da cidade. A estimativa de público é da Diocese de Macapá.
Para garantir a segurança e o bem-estar do público, o Governo do Amapá disponibilizou 250 militares do Corpo de Bombeiros e Polícia Militar, além de duas ambulância de suporte avançado e profissionais de saúde preparados para atender a população.
No trajeto, ações de solidariedade se unem a atos de fé, gratidão e perseverança. Um desses casos é o da Jania Maciel, tutora da poodle Charlotte. Segundo a devota, a cadelinha estava com a saúde debilitada há 15 dias.“Nós pensávamos que ela iria partir. Fizemos de tudo, levei ao veterinário, fizemos raio-x, mas ninguém descobriu a causa, então, fiz o pedido à Nossa Senhora pela cura. E, dias depois, a Chalotte estava bem, alegre. E, hoje, nós a trouxemos para agradecer pela intercessão”, disse a devota.
O Círio também é marcado por ações de voluntários, que colaboram de várias maneiras, seja ao molhar as ruas e avenidas do trajeto para que os promesseiros não queimem os pés, seja distribuindo lanches, doces e água para amenizar a dificuldade de percorrer o trajeto sob o forte calor do verão amazônico.
Entre esses voluntários, esteve presente a psicóloga Tainá Sena, que é devota de São Francisco de Assis. Esse foi o seu primeiro ano de trabalho voluntário.“O voluntariado é um chamado e eu estou muito feliz em poder colaborar e ajudar distribuindo água aos participantes do Círio”, detalhou Tainá.
Além dos atos de devoção e fé, o Círio também traz história de pessoas como a aposentada e empreendedora Maria Rodrigues, que comercializa sombrinhas e chapéus há 25 anos, no bairro Santa Rita.
“É algo que eu sempre gostei de fazer, trabalho com vendas desde moça. Hoje, com 87 anos, ainda me sinto disposta. É uma forma também de ajudar, muita gente procura as sombrinhas e chapéus para amenizar o calor”, explicou a empreendedora.
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