
O breaking que surgiu na década de 70, em Nova York, nos Estados Unidos, se tornou esporte e estará em Paris 2024
A mistura de ritmos e cultura proporcionada pelo Governo do Estado, na 52ª Expofeira do Amapá, segue em evidência. Desta vez o Hip Hop deu o tom do Festival Esportivo da Secretaria de Estado do Desporto e Lazer (Sedel), com emocionantes duelos, na noite de quarta-feira, 4, entre B-boys e B-girls, que se enfrentaram na fase eliminatória da Batalha Amapá Breaking.
O torneio, disputado no Parque de Exposições da Fazendinha, em Macapá, reúne alguns dos principais nomes da modalidade no estado, nas categorias kids (até 13 anos), adultos, masculino e feminino, e trio. As finais serão disputadas nesta quinta-feira, 5, a partir das 18h, no estande da Sedel.
“A abertura do evento foi muito positiva, agradeço o apoio do Governo do Estado, através da Sedel, que está desenvolvendo este importante trabalho de fomento do breaking, que se tornou um esporte de alto rendimento e está nos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024. Participar da Expofeira é fundamental para difundir a nossa modalidade, não só como esporte, mas como cultura, entretenimento e lazer”, disse Guinho Videira, presidente da Federação Amapaense de Breaking.
A possibilidade de difusão aproximou a modalidade, que surgiu na década de 70 na região do Bronx, em Nova York, nos Estados Unidos, reunindo dança de rua, ginga e técnica. A estudante de fisioterapia, Jamile Teixeira, pôde conhecer um pouco mais do esporte e ficou impressionada com as manobras realizadas pelos atletas."Eu estava passando por aqui para ir até o Parque de Diversões, mas acabou me chamando atenção o evento. Eu já conhecia o breaking como elemento do Hip Hop, mas não sabia que ele já tinha sido reconhecido como esporte olímpico", disse Jamile.
Um dos atletas mais conhecidos do estado, o B-boy Snoop, que já participou de torneios internacionais, também é uma das atrações do evento. Morador do Conjunto Habitacional Macapaba, na Zona Norte da capital, destacou a importância do esporte na Expofeira, mas também de ativar nas áreas periféricas do estado.“É bom ocupar esses espaços que são de grandes eventos, mas é importante também que seja ainda mais fortalecido, para popularizar nossa modalidade, pois o breaking, além de divertir e ser esporte, tem um papel de resgate, atuando dentro da periferia”, declarou Snoop.
Além dos atletas experientes o Batalha Amapá de Breaking, também abriu o palco para quem está dando os primeiros passos na modalidade, como a B-girl Yasmin, de 13 anos, que disputa o torneio nas categorias kids e feminina. A iniciante conheceu o breaking através de seu irmão, François, que também é atleta e disputa a competição."Eu via os vídeos do meu irmão e comecei a me interessar, até que um dia eu pedi para me colocar na aula, ministrada por ele, e agora estou aprendendo. Sigo com ele nas competições, mas vejo que aqui em Macapá tem poucas B-girls, espero que por conta de eventos como esse, mais meninas sejam atraídas para o esporte", disse Yasmin.
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