
Gardiene Alves convidou a companheira e a tia para montar uma venda de comidas típicas durante a Expofeira
A 52ª Expofeira do Amapá voltou e com ela a oportunidade de geração de renda para os moradores do bairro Fazendinha, em Macapá. A expectativa é que os 10 dias de programação gerem cerca de R$ 100 milhões. Isso significa que para cada 1 real investido, 5 reais voltam a circular no estado. O aquecimento na economia envolve desde o pequeno empreendedor aos negócios de grande porte.
As famílias que vivem em bairros como Vale Verde, Alphaville, Chefe Clodoaldo e Murici, localizados no entorno do Parque de Exposições da Fazendinha, na capital, aproveitam o movimento da feira para garantir uma renda extra. Quem tem um terreno extenso, transformou em estacionamento particular. Outros optaram por vender bebidas e alimentos.
Há 8 anos sem realização, a Expofeira volta a gerar oportunidades. Esse é o primeiro ano que a Gardiene Alves, de 24 anos, decide trabalhar na feira. E ela não está sozinha. A tia, Nazilda Fernandes, 44 anos, e a companheira, Sêmea Graciana, 36, ajudam na comercialização de tacacá, churrasquinho, água mineral, ovo de codorna e queijo assado.
"É uma oportunidade muito boa para a gente fazer uma renda, né? É um momento importante de trabalho para nós, por isso chamei a família", destacou a empreendedora, que também atua como faxineira e produzindo tapetes de barbante.
Sabendo do fluxo intenso de veículos que a Rodovia Josmar Pinto Chaves (antigo JK) está recebendo, Edilson da Silva, de 64 anos, transformou o quintal de casa em estacionamento particular.
Ele lamentou o período em que o Amapá ficou sem o evento. A renda que arrecada com a feira, segundo ele, ajuda bastante. Edilson cobra R$ 20 por vaga.
"Teve a pandemia, e a gente ficou sem Expofeira também esses anos todinhos. Mas graças a Deus voltou e com sucesso, né? Sem dúvida nenhuma está sendo uma ótima oportunidade pra mim", comemorou Silva.
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