
Governo do Amapá vai ajudar o público a identificar o que é verdade e o que é mentira sobre a Expofeira
O Governo do Estado lança nesta terça-feira, 26, uma campanha contra a desinformação com o objetivo de mobilizar a imprensa profissional e alertar os amapaenses sobre conteúdos duvidosos disseminados nas redes sociais, esclarecendo especialmente as notícias falsas sobre a 52ª Expofeira do Amapá, que inicia na sexta-feira, 29, e segue até 8 de outubro no Parque de Exposições da Fazendinha, em Macapá.
Uma equipe de jornalistas da Secretaria de Estado da Comunicação (Secom) vai monitorar mensagens suspeitas compartilhadas, sobretudo, em grupos de WhatsApp. O objetivo é combater a desinformação, esclarecendo dúvidas do público que vai curtir a programação da Expofeira.
A proposta é ajudar a população a identificar o que é verdade e o que é mentira, antes de compartilhar conteúdo duvidoso com amigos e parentes. As informações serão publicadas no portal e no perfil oficial do Governo do Amapá nas redes sociais.
O trabalho da Secom não se resumirá ao período da Expofeira, e será uma campanha permanente da nova gestão. O papel da imprensa profissional no combate à desinformação também será reforçado com o suporte da secretaria.
"Queremos unir forças nessa corrente pela verdade com todos os veículos de imprensa profissional e os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, envolvendo os 16 municípios, para que a desinformação seja combatida de forma sistemática. Uma mentira contada várias vezes pode, inclusive, chegar a extremos como a morte de alguém", destacou a secretária de Comunicação do Amapá, Ilziane Launé.
O Amapá tem sido alvo frequente de notícias mentirosas. A mais recente foi sobre um suposto desabastecimento de combustível no início de agosto, que provocou correria aos postos e confusão em Macapá. No Brasil, a maior fake news já inventada foi a da vacina, que levou milhares de pessoas a não se imunizarem contra a Covid-19.
Espalhar fake news é crime?
Criar e compartilhar fake news não é um crime no Brasil. Postar uma mentira na internet pode se caracterizar, em alguns casos, como crimes contra a honra, homofobia, racismo, entre outros. E o crime pode ser cometido não apenas pela pessoa que criou a informação falsa, mas também por aquela que espalhar a mentira.
Projeto de lei das fake news
Está em andamento, atualmente, na Câmara dos Deputados o projeto de lei das fake news, que pode de fato nomear um crime novo, o crime de fake news, caso seja aprovado.
O projeto prevê que a disseminação em massa de mensagens com informações falsas por meio de contas automatizadas, as 'contas-robôs', passe a ser crime, com pena de 1 a 3 anos de prisão e multa.
O PL 2630/20 foi aprovado pelo Senado em 2020. Desde então está em tramitação na Câmara, onde passou por modificações. A proposta aguarda votação no plenário.
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