
Capacitação reúne profissionais que atuam na Atenção Básica da Saúde e maternidades dos municípios
O Governo do Amapá está promovendo uma capacitação de atualização em diagnóstico e notificação da sífilis para profissionais que atuam na Atenção Básica da Saúde e maternidades dos municípios, além de acadêmicos da área.
O treinamento, coordenado pela Superintendência de Vigilância em Saúde do Amapá (SVS), iniciou nesta segunda-feira, 11, e segue até está terça-feira, 12, no auditório da instituição, em Macapá. O objetivo é apresentar a importância do reconhecimento, em tempo oportuno, para o tratamento e acompanhamento do paciente, evitando a disseminação da doença.
A superintendente em exercício da SVS, Claudia Monteiro, destacou que a instituição tem várias estratégias de eliminação da sífilis, entre elas, capacitações, fortalecimento das redes de atendimento e o monitoramento das notificações no estado.“Este ano foram implantadas duas linhas de cuidados de HIV/Sifilis e hepatites virais nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) dos municípios de Macapá e Santana, com treinamentos dos agravos e prática com testagem rápida e estratégias para prevenção combinada”, concluiu Claudia.
Um comitê de eliminação de transmissão vertical também foi reativado pela SVS para que outras instituições que compõem o grupo estejam constantemente em investigação e mobilização para o mesmo objetivo.
“Com essas estratégias, queremos evitar a mortalidade fetal e neonatal, abortos e crianças com sequelas no desenvolvimento e problemas mais graves de saúde, ofertando tratamento adequado e controle da doença”, informou Anna Byatriz Melo, gerente do Núcleo de Vigilância Epidemiológica.
Registros da doença no AmapáConforme dados do último Boletim Epidemiológico de Sífilis, divulgado em julho e publicado pelo Ministério da Saúde, no período de 2011 a 2021, foram notificados no país 1.035.942 casos de sífilis adquirida (transmitida de uma pessoa infectada para outra), 466.584 casos de sífilis gestacional (mãe diagnosticada com a doença) e 221.600 casos de sífilis congênita (transmissão da bactéria para o bebe através da gestante não tratada).
As taxas de detecção de gestantes com sífilis têm mantido crescimento, porém, com menor intensidade a partir de 2018. Em Macapá, entre os anos de 2020 até agosto de 2023, 502 casos de sífilis congênita foram registrados. Já em Santana, no mesmo período, foram 59 notificações.
A sífilis gestacional, de 2020 a 2023 na capital, foi responsável por 1.332 registros, e Santana, 181 casos. Quanto aos registros da sífilis adquirida, Macapá apresentou, nos últimos quatro anos, 1.940 casos, e Santana, 209.
Sobre a doença
A sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) curável e exclusiva do ser humano, causada pela bactéria Treponema Pallidum. Pode apresentar várias manifestações clínicas e diferentes estágios (sífilis primária, secundária, latente e terciária).
Pode ser transmitida por relação sexual sem camisinha com uma pessoa infectada ou para a criança durante a gestação ou parto.
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