domingo, 18 de outubro de 2026

COMUNICAÇÃO

Com projeto sobre bioeconomia, estagiários do Governo do Estado representam o Amapá no encontro ‘Diálogos Amazônicos’, no Pará

Evento antecede Cúpula da Amazônia e irá debater estratégias de desenvolvimento para a região.

Winicius Tavares
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Larissa, Walison e Gabriela vão apresentar o trabalho que propõe capacitar comunidades sobre bioeconomia
Larissa, Walison e Gabriela vão apresentar o trabalho que propõe capacitar comunidades sobre bioeconomia · Foto: Lucas Nunes

Crédito: Lucas Nunes/GEALarissa, Walison e Gabriela vão apresentar o trabalho que propõe capacitar comunidades sobre bioeconomia

Três jovens atendidos pelo Programa de Estágio do Governo do Amapá representam o estado no encontro ‘Diálogos Amazônicos’, que começa nesta sexta-feira, 4, em Belém. Os estudantes de Ciências Ambientais Larissa Barros e Walison Bezerra e a mestranda em Estudos de Fronteira Gabriela Cavalcante irão apresentar o projeto “Sociobioeconomia nas Unidades de Conservação: Alternativas para o Desenvolvimento na Amazônia”. 

O evento Diálogos Amazônicos deve reunir cerca de 10 mil pessoas em debates que buscam políticas de desenvolvimento para a região. A proposta é que o resultado das discussões seja apresentado para chefes de Estado e de Governo e representantes de 15 países que se reunirão na Cúpula da Amazônia, nos dias 8 e 9, em Belém. 

Os jovens amapaenses contaram com o suporte de professores, entre mestres e doutores, da Escola de Administração Pública do Amapá (EAP), que auxiliaram os estudantes com avaliações prévias para que eles se sintam mais seguros durante a apresentação do projeto. O trabalho propõe a capacitação sobre empreendedorismo sustentável para comunidades que habitam unidades de conservação. 

“É muito importante representar a juventude amapaense nos Diálogos Amazônicos. Além dos outros problemas que sentimos diariamente, é bom poder apresentar propostas que possam melhorar não só a nossa vida, mas também das comunidades que ficam nas zonas de conservação”, conta o jovem. 

Crédito: Lucas Nunes/GEA

A gerente do Programa de Estágios da EAP, Kerelin Viana, reforça que é essencial o papel do Governo do Estado no incentivo aos estudantes que buscam fortalecer a produção científica. 

“Com o Programa de Estágios, o Governo do Amapá gera oportunidades para que esses jovens conheçam o mercado de trabalho e também ampliem seus  conhecimentos”, detalha a gerente. 

Atualmente, 340 estudantes dos níveis médio e superior são estagiários em órgãos públicos estaduais, onde recebem vale-transporte e bolsa-auxílio, que ajudam nos gastos escolares e universitários. A EAP é responsável por coordenar o Programa de Estágios. 

Crédito: Lucas Nunes/GEA

Conheça o projeto sociobioeconomico 

O projeto foi desenvolvido em três meses pelos estagiários, que são alunos da Universidade Federal do Amapá (Unifap). Também auxiliaram no trabalho as estagiárias Queren Hapuque e Lais Marinho, além do presidente do Instituto Lidera, de Renê Costa.

Pelo território amapaense ser composto em 60% por Unidades de Conservação, a estagiária Gabriela enxerga através do projeto a possibilidade de estimular e capacitar as populações locais sobre atividades econômicas que respeitem o meio ambiente. 

“A sociobioeconomia surge como uma forma dessa população gerar economia a partir de coisas retiradas da natureza. Como uma biojoia, um creme corporal, um biscoito de castanha. Todas essas atividades econômicas podem ser feitas dentro das unidades de conservação”, conta Gabriela. 

Crédito: Lucas Nunes/GEA

Para estimular o exercício dessas atividades econômicas, a proposta dos alunos é a criação de um Fundo de Empreendedorismo Jovem na Amazônia e do Selo Empresa Jovem da Amazônia, que certificará empreendimentos frutos dessas capacitações e que possuem jovens na cadeia produtiva.   

“Mesmo o Sistema Nacional de Unidades de Conservação garantindo a proteção da biodiversidade e a prática de algumas atividades econômicas, essas populações não possuem a capacitação técnica necessária para exercer essas atividades dentro das normas regulamentares”, explicou a estagiária Larissa Barros. 

No evento, os estudantes representam a Frente em Defesa pela Amazônia, da Câmara Federal. A entidade social é apoiadora da proposta voltada ao meio ambiente e bioeconomia, como estratégia para o desenvolvimento sustentável da região.

Crédito: Lucas Nunes/GEA

Crédito: Lucas Nunes/GEA

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