
Profissionais ampliam o conhecimento sobre temas como biossegurança, notificação, fluxo e monitoramento
O Governo do Amapá capacita profissionais de saúde para reforçar a precisão do diagnóstico da malária em todo o estado. A capacitação é voltada para servidores que atuam no enfrentamento à doença nos municípios de Cutias, Itaubal, Pracuúba, Amapá, Vitória do Jari e Pedra Branca do Amapari. O curso também alcança funcionários do Pronto Atendimento Infantil (PAI), em Macapá.
A capacitação é coordenada pela Superintendência de Vigilância em Saúde do Amapá (SVS) e segue até sexta-feira, 4, com conteúdos teóricos e práticos, incluindo temas como biossegurança, notificação, fluxo e monitoramento, coleta de material e diagnóstico diferencial para malária.
Para a superintendente da SVS, Margarete Gomes, a estratégia vai aperfeiçoar o trabalho já realizado pelos profissionais da rede pública de saúde que enviam amostras para análise do Laboratório Central do Amapá (Lacen).
“O Lacen recebe lâminas de toda a rede de saúde do estado para fazer o controle de qualidade dos diagnósticos realizados pelos microscopistas. Estamos atualizando tudo o que esses profissionais realizam no trabalho diário, trazendo novos conhecimentos, adaptações que precisam ser feitas e tirando as dúvidas”, destaca Margarete.
A capacitação acontece no Laboratório Escola da Diretoria Executiva de Vigilância Laboratorial (DEVL-Lacen).
Mais precisão nos diagnósticos
O microscopista Lucimar Abreu, servidor do município de Amapá, participa do curso e conta que atua no atendimento de toda população da cidade, inclusive das regiões mais distantes.
“Assim que a pessoa chega na unidade de saúde com os sintomas da malária, já fazemos o exame para o diagnóstico da doença. Para fazer esse trabalho, capacitação é muito importante. Quero aprimorar meu trabalho para oferecer um diagnóstico precoce e correto”, afirmou Lucimar Abreu.Um dos instrutores da capacitação, Gilberto Britto Madureira, explica que o curso faz parte do Programa de Eliminação da Malária, lançado em junho no Amapá, pelo Ministério da Saúde.
“Os municípios que participam pouco registram casos da doença, com isso, o monitoramento do controle é mais eficaz para a eliminação e os profissionais são atualizados sobre os métodos de análise das lâminas”, concluiu Gilberto.
O técnico de laboratório, Isael Pimentel, do município de Itaubal, aponta como principal aspecto do curso o diagnóstico preciso da malária, que é causada pelos parasitas plasmodium vivax, o mais comum na região, e plasmodium falciparum, que caracteriza a forma mais grave da doença e é o principal responsável por mortes.
“Essa soma de conhecimentos vai reforçar a qualidade do trabalho que estamos oferecendo”, disse Pimentel.
Número de casosDados do Ministério da Saúde apontam que 80% dos registros de malária no Brasil se concentram em 33 municípios da Região Norte. No Amapá, foram mais de 4 mil casos em 2021 e, em 2022, esse número caiu para cerca de 2,8 mil. Esse ano, de janeiro até o dia 19 de junho, 1,7 mil pessoas foram diagnosticadas com a doença.
Sobre a malária
É uma doença infecciosa febril aguda, causada por protozoários transmitidos pela fêmea infectada do mosquito Anopheles. A cura é possível se a doença for tratada em tempo oportuno e de forma adequada. Contudo, a malária pode evoluir para forma grave e para óbito.
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