
O curso é coordenado pela Unifap e objetiva formar os atores da Rede de Proteção à Mulher no Amapá
A Secretaria Estadual de Políticas para Mulheres (SEPM) está promovendo, em parceria com a Universidade Federal do Amapá (Unifap), o curso de formação "Violência de Gênero e Políticas Públicas", voltado para o atendimento de vítimas de áreas rurais, quilombolas e ribeirinhas. A capacitação ocorre no auditório da Assembleia Legislativa do Amapá (Alap) até sexta-feira, 14.
A secretária das Mulheres, Adrianna Ramos, destacou a necessidade de entender as características de cada região e de ter um levantamento que possa ajudar na formulação de ações.
"Temos que ter um olhar mais setorizado especialmente devidos as peculiaridades das mulheres do Amapá. A rede de proteção à mulher [RAM] precisa está fortalecida com diálogos e em constante treinamento para que as mulheres que necessitem de acolhimento e serviços, sejam atendidas com excelência em todos os cantos do Amapá", disse a gestora.
A palestra "Políticas de Saúde em Territórios Tradicionais na Amazônia", ministrada pelo professor doutor, Júlio César Schaweickardt, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) abriu a programação na quarta-feira, 12.
O curso é coordenado pela Unifap e objetiva formar os atores da Rede de Proteção à Mulher no Amapá, além de discutir violência de gênero nas comunidades rurais, quilombolas e ribeirinhas como uma questão de saúde.
De acordo com a professora e coordenadora de mapeamento da Unifap, Nelma Nunes, a capitação e necessária para a compreender melhor as demandas que precisam ser trabalhadas.
“Quando não há dados sobre determinado tema, significa que algo precisa ser feito para entender as ausências. O mapeamento da violência de gênero no contexto das comunidades ribeirinhas e rurais é fundamental”, destacou Nelma.
A ação é parte das atividades do projeto de pesquisa "Mapeamento e Caracterização da Violência de Gênero", que acontece em parceria com o Programa de Pesquisa para o SUS, da Unifap.
Participam do curso representantes dos 29 órgãos que compõem a Rede de Atendimento à Mulher, equipes técnicas da SEPM e Unifap, movimentos sociais e comunidade em geral.
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