sábado, 17 de outubro de 2026

CULTURA

‘Somos 7,5 milhões de pessoas que fazem parte da economia’, reforça ministra da Cultura em encontro no Amapá

Margareth Menezes ouviu as demandas dos segmentos artísticos, culturais e criativo em plenária nesta quinta-feira, 29.

Rafaela Bittencourt
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Cada segmento pôde fazer falas e entregar suas propostas diretamente nas mãos da ministra
Cada segmento pôde fazer falas e entregar suas propostas diretamente nas mãos da ministra · Foto: Nayana Magalhães

Crédito: Nayana Magalhães/GEACada segmento pôde fazer falas e entregar suas propostas diretamente nas mãos da ministra

Em seis meses, o Governo do Amapá reforçou as ações de valorização da cultura, com o retorno dos desfiles das escolas de samba no Sambódromo; a realização da maior da quadra junina do estado; entrega da Central do Marabaixo e a adesão de 100% dos municípios à Lei Paulo Gustavo, que destina R$ 30 milhões em investimentos para o setor. É nesse momento, que o Amapá recebe o Circula MINC, uma agenda de imersão do Ministério da Cultura (MinC) nos estados brasileiros.

Como parte dessa programação, a ministra Margareth Menezes, que cumpre agenda no Amapá, recebeu, nesta quinta-feira, 29, trabalhadores da cultura para um diálogo sobre as demandas do setor. Na plenária, ela destacou a mobilização nacional pela valorização da categoria criativa como destaque econômico.

"Somos 7,5 milhões de pessoas que fazem parte da economia, isso precisa ser levado a sério, é uma realidade. O PIB [Produto Interno Bruto] mostra que produzimos 3,11%, que são recursos gerados pela economia criativa. Cultura é investimento. Precisamos olhar para o setor e entender o potencial econômico que temos", destacou a ministra.

Crédito: Nayana Magalhães/GEA

A secretária de Estado de Cultura (Secult), Clícia Vieira Di Miceli, enfatizou que o Amapá está alinhado à cultura nacional, que vive um novo momento, mais humanizado, acessível, desburocratizado e, acima de tudo, comprometido com o reconhecimento e valorização das potencialidades criativas do povo brasileiro.

"Somos o primeiro estado a ter 100% de adesão da Lei Paulo Gustavo, fomos o primeiro a receber a equipe técnica do MinC e, agora, seguimos com o olhar sensível para a restauração da nossa Fortaleza de São José de Macapá, através de recursos da Lei Rouanet, além da instauração do escritório do Ministério no Amapá", destacou Clícia.

Crédito: Nayana Magalhães/GEA

A mesa contou, ainda, com participação de representantes dos povos originários, religiões de matriz africana, comunidade quilombola, além do Fórum Popular de Cultura e o Conselho Estadual de Políticas Culturais. Cada segmento pôde se manifestar e entregar suas propostas diretamente nas mãos da ministra.

Para Esmeraldina Santos, ícone da cultura negra do Amapá, o momento é de mostrar a resistência da cultura afro do estado, como uma manifestação legítima e que precisa ser afirmada.

"Resistimos para estar aqui neste momento, para tomar nosso lugar como povo preto, para mostrar o valor do nosso tambor, nossa liberdade, nossa cultura, dos nossos velhos, que tocavam a noite toda e no dia seguinte estavam com força para trabalhar, é sobre a nossa cultura que queremos falar", destacou Esmeraldina.

Crédito: Nayana Magalhães/GEA

O Circula MinC no Amapá ocorre à convite do senador Randolfe Rodrigues, líder do Governo Federal no Congresso Nacional, que também participou dos debates.

"Ter Margareth como ministra já é dar diagnóstico da mudança anunciada, uma artista popular, negra, com a identidade do povo brasileiro, é uma revolução. Debatemos a Lei Paulo Gustavo, que surge em momento de pandemia e com o setor da cultura sendo o primeiro afetado, agora, vamos batalhar para que ela se torne uma lei permanente e de valorização da cultura", ressaltou o senador.

Crédito: Nayana Magalhães/GEA

A cerimônia contou com momentos importantes de representação cultural, com a interpretação do hino do Amapá nas vozes de Silmara Lobato e Zé Miguel. A composição Jeito Tucuju, na voz de Patrícia Bastos, acompanhada das caixas de marabaixo e participações de agentes culturais da literatura, artesanato, entre outros.

A agenda do Ministério também contou com participação dos gestores dos municípios do Estado, garantindo um momento de diálogo com os governos municipais, estadual e federal.

Artistas e representantes culturais presentearam a ministra com o troféu "Juremas" de literatura, dado a apoiadores da literatura amapaense.

"É um momento de participação nas políticas públicas culturais que estamos tendo a oportunidade de viver", diz a escritora Carla Nobre.

Crédito: Nayana Magalhães/GEA

 

Confira como foi o Circula Minc no Amapá:

Crédito: Nayana Magalhães/GEA

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