No Amapá, o comitê gestor do PPSUS é composto por integrantes do MS, CNPq, Sesa e Fapeap, instituição vinculada à Setec.
O governador do Amapá, Waldez Góes, assinou na tarde desta quarta-feira, 10, o Termo de Concessão de Auxílio Financeiro ao Programa de Pesquisa do SUS (PPSUS). A iniciativa garante a descentralização do fomento à pesquisa em saúde, visando atender as peculiaridades e especificidades de cada Estado, contribuindo para a redução das desigualdades regionais.
No Amapá, o comitê gestor do PPSUS é composto por integrantes do Ministério da Saúde (MS), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e Fundação de Apoio à Pesquisa do Amapá (Fapeap), instituição vinculada à Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia (Setec).
“Confiamos muito nos setores de pesquisa, ciência e tecnologia do nosso Estado. Essa iniciativa e o comprometimento dos pesquisadores vão trazer avanços, com a construção de conhecimento e oportunidades. O Governo continuará focado em nossos potencias”, ressaltou Waldez Góes.
Seleção de Projetos
A chamada pública 003/2016 para a seleção dos projetos aconteceu ainda em 2015. Esta é a quarta edição e conta com um investimento de R$ 290 mil do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e contrapartida de R$ 96,6 mil do Governo do Amapá.
As linhas prioritárias de pesquisa foram definidas por meio de oficinas. Ao todo foram 31 inscritos, procedentes de faculdades, universidades e outras instituições. Deste total, 11 projetos passaram no processo de seleção, sendo dez da Universidade Federal do Amapá (Unifap) e um do Laboratório Central de Saúde Pública do Amapá (Lacen).
Áreas de pesquisa
Os projetos serão executados por pesquisadores com expertise na área da saúde, atendendo temas prioritários: violência, acidentes e traumas; doenças crônicas não transmissíveis; saúde materno-infantil; doenças transmissíveis em áreas tropicais; e planejamento, gestão e políticas de saúde.
A pesquisadora Ariele Nunes, foi uma das selecionadas e atuará na pesquisa da leishmaniose, uma doença não contagiosa causada por parasitas. “Minha pesquisa ocorrerá em parceria com o Instituto Evandro Chagas, na qual terá o foco nas espécies da doença, que já chegam a sete tipos em todo Brasil. Aqui no Amapá, queremos entender e nos aprofundar nessas espécies e controle da doença”, compartilhou a pesquisadora.
Os pesquisadores selecionados terão dois anos para desenvolver os projetos.
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