
Com grandes rios e diversidade de espécies, pesca é vocação econômica do Amapá
O Governo do Amapá formula estratégias para ampliar e potencializar a pesca artesanal e toda a cadeia econômica envolvida, por meio de um mapeamento realizado com o Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional (MIDR) nos municípios de Amapá, Calçoene e Oiapoque.
As informações coletadas vão servir como base para a implementação de um plano de fortalecimento da cadeia produtiva do pescado. O assunto foi tema de encontro realizado em Oiapoque neste sábado, 27, entre representantes de órgãos estaduais, federais, entidades ambientais, do setor produtivo e associações de pesca.
Com a utilização sustentável do potencial econômico dos grandes rios do Amapá, o Estado atua para criar empregos e oportunidades para novos negócios, como a startup Econutri. A empresa faz o aproveitamento de resíduos de peixe para produzir farinha e óleo, utilizados em fábricas de ração animal.
"Com o conhecimento sobre a quantidade de resíduos de peixe que é gerado no Amapá, é possível que muitos outros empreendimentos como a Econutri apareçam para atender uma demanda de mercado e, ao mesmo tempo, contribuir para a preservação ambiental do estado", explicou o diretor da empresa, Daniel Araújo.
Nas localidades onde o levantamento ocorreu, foram identificados os principais desafios vivenciados por quem trabalha no setor pesqueiro, como a estrutura para escoamento da produção e acesso às linhas de crédito para financiamento dessa atividade.
"Inclui infraestrutura de embarque e desembarque do pescado, fábricas de gelo, linhas de financiamento adequadas para que os trabalhadores do setor pesqueiro ampliem a produção. Dessa forma, a gente vai melhorar toda a cadeia da pesca artesanal, gerando emprego e renda", destacou o secretário de Estado da Pesca, José Cordeiro.
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Regional, também foi possível elaborar uma carteira de projetos que poderão viabilizar investimentos, captar recursos e otimizar o setor pesqueiro do Amapá.
"Criar uma carteira de projetos é a forma da gente viabilizar o investimento, planejamento das intervenções na parte de produção, na pesca, na captura, no processamento da filetagem do pescado e também na implementação de novas tecnologias que podem ajudar o setor pesqueiro do estado", pontuou o coordenador geral de Gestão do Território, Vitarque Coelho.
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