
É fundamental conversar com a criança ou adolescente sobre atitudes que podem colocá-los em vulnerabilidade nas redes
O acesso a internet se tornou rotina em muitos lares, e nesse ambiente, a violência on-line gera preocupação nas autoridades policiais. No Amapá, a Delegacia Especializada em Repressão a Crimes contra a Criança e Adolescente (Dercca), explica que, infelizmente o público infantojuvenil é frequentemente alvo de abuso e exploração virtual através das redes sociais.
Chamando atenção para essa preocupante realidade, a campanha Maio Laranja, que desde o ano passado passou a ser realizada durante o mês inteiro em todo território nacional, busca conscientizar pais, responsáveis e a sociedade em geral sobre o fortalecimento da proteção integral de crianças e adolescentes e, esse trabalho começa em casa, como pontua a titular da Dercca, delegada Cássia Costa.
“É importante que os pais monitorem e tenham controle de saber com quem seus filhos estão conversando, que tipos de perfis e páginas acessam, justamente fazendo esse trabalho de prevenção para que o abuso e a violência não sejam praticadas contra essas crianças e adolescentes”, informou.
Os abusos através da internet se caracterizam pelo aliciamento e pela solicitação de conteúdos sexuais, como fotos ou vídeos às vítimas menores de idade.A delegada enfatiza que, caso os pais constatem a violência on-line é importante não julgar ou punir a criança, mantendo um canal aberto de diálogo constante apoiando e oferecendo atenção, para que as vítimas fiquem a vontade de compartilhar o que, por ventura aconteceu, com detalhes.
“Esse apoio é essencial para que a vítima relate aos pais e à Polícia Civil, todos os detalhes necessários do acontecido para que a partir desse fato possamos atuar na repressão desses crimes. Registrar o boletim de ocorrência o mais rápido possível é fundamental para dar embasamento aos procedimentos para uma futura condenação do agressor”, destacou Cássia Costa.
Violência on-line no Brasil
No Brasil, ocorrências de crimes envolvendo fotos e vídeos de violência sexual contra crianças e adolescentes aumentaram em 9% no ano de 2022 em comparação com o ano anterior. Os dados são da Safernet, Organização Não Governamental (ONG) que atua na promoção e defesa dos direitos humanos na internet no Brasil, que pode ser acessada pelo site: www.denuncie.org.br.
Outra pesquisa realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil mostrou que 78% das crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos que usam a internet no país possuem pelo menos um perfil em redes sociais, e a maioria deles tem acesso a dispositivos com acesso a internet, como celulares e computadores.
Orientações aos pais/responsáveis
- É fundamental conversar com a criança ou adolescnte sobre atitudes que podem colocá-los em vulnerabilidade nas redes. Exemplos eficazes são: não conversar com estranhos, não publicar ou repassar informações pessoais, como endereço residencial, da escola ou o número do telefone;
- É importante que os pais, resposnsáveis ou cuidadores estabelaçam regras sobre o uso da internet em casa;
- A forma de educar os filhos com atenção, carinho e diálogo franco são essenciais para que as crianças tenham confiança para relatar se tiveram experiências incômodas na internet;
- Diminua o acesso a internet! Importante oferecer atividades prazerosas em que as crianças ou adolescentes possam interagir pessoalmente com a família e os amigos.
Denúncias
Os casos de violência on-line podem ser denunciados em qualquer Delegacia de Polícia e também pelo número 190 ou pelo Disque 100.
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