sábado, 17 de outubro de 2026

COMUNICAÇÃO

'Não vamos tolerar qualquer ato que ameace o ambiente escolar', alerta delegada da Polícia Civil do Amapá

Daniela Graça, que atua na Operação Escola Segura, falou das ações e investigações nesta quarta-feira, 12

Rodrigo Juarez
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Delegada pediu que a população denuncie e não compartilhe informações falsas
Delegada pediu que a população denuncie e não compartilhe informações falsas · Foto: Márcia do Carmo

Crédito: Márcia do Carmo/GEADelegada pediu que a população denuncie e não compartilhe informações falsas

A Polícia Civil do Amapá reforçou nesta quarta-feira, 12, que as ações para garantir a segurança nas escolas foram intensificadas e que os responsáveis por ameaças à comunidade escolar serão punidos.    "Não vamos tolerar qualquer ato que ameace a normalidade do ambiente escolar", disse a delegada Daniela Graça, titular da Delegacia Especializada de Investigação de Atos Infracionais (Deiai), que integra a Operação Escola Segura.   A afirmação foi feita durante entrevista coletiva, na sede do Deiai, onde a delegada destacou as investigações que identificaram dois adolescentes, autores de falsas ameaças a alunos e professores da Escola Estadual Barão do Rio Branco, em Macapá, através de uma live na internet, e apreendeu, celulares, máscaras e simulacros de armas de fogo.   De acordo com a investigação, a motivação dos autores partiu de uma discussão em uma rede social com outros alunos. Após a briga, resolveram fazer a live para promover o pânico e o medo na comunidade escolar.   "Deixamos claro que todo e qualquer adolescente será devidamente responsabilizado. Temos que tirar duas culturas erradas que circulam. Primeiro que não pega nada para o adolescente, pega e pega muito. Segundo, existem várias medidas socioeducativas que são aplicadas, dentre as quais a privação de liberdade", disse Daniela Graça.

Crédito: Márcia do Carmo/GEA

Monitoramento dos pais
A importância da participação dos pais e ou responsáveis no monitoramento das atividades de crianças e adolescentes na internet também foi destacada na coletiva.   "É uma cultura errada dizer que o adolescente tem direito à privacidade na rede social e no telefone celular. Os pais e responsáveis legais devem fiscalizar as atividades do seu filho, do seu neto, de quem é responsável, para evitar problemas como esse que estamos tendo e que acaba afetando toda uma sociedade", ressaltou.   Compartilhar também é crime A responsabilidade de quem também divulgar ou compartilhar atos de ameaças e "fake news" também foi destaque.   "É bom frisar à comunidade, que ameaças, fake news e divulgação de massacres, em que as pessoas não sabem a origem, mas compartilham, são monitoradas 24 horas com o auxílio da Secretaria de Justiça e Segurança Pública. Todos os perfis estão sendo identificados, as quebras de sigilos devidamente realizadas e a responsabilização aos seus autores estão sendo providenciadas", alertou a delegada, pedindo conscientização da população.   "Pedimos que a população tenha consciência para que não divulgue aquilo que não sabe a origem, para que a gente não cumpra o objetivo que essas pessoas desejam, que é de causar pânico à sociedade", finalizou a Daniela Graça.

Crédito: Márcia do Carmo/GEA

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