
Serão executadas ações preventivas em todo o estado
A Polícia Civil do Amapá (PC-AP) criou a Comissão Conjunta de Estudo, Planejamento e Execução de Ações Efetivas para coibir práticas criminosas e atos infracionais, assim como o enfrentamento a discursos de ódio e ameaças à vida nas escolas públicas e privadas do Amapá.
O grupo é formado pelo Núcleo de Operações e Inteligência (NOI), e as delegacias especializadas na Investigação de Atos Infracionais (Deiai) e de Repressão aos Crimes Cibernéticos.
Segundo o delegado-geral de Polícia Civil em exercício, Daniel Figueiredo, essa composição é fundamental para maior agilidade nas investigações de crimes e infrações que ocorrem predominantemente na internet.
"Com essa comissão já se cria e se estabelece um fluxo das medidas dentro dos procedimentos que temos que tomar com a maior agilidade possível. Assim, o NOI junto com a Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos dá o suporte técnico para a Deiai, já que segundo investigações, na maioria dos casos se trata de adolescente infrator. Com esse fluxo estabelecido conseguimos ter ação mais imediata às demandas”, explica Figueiredo.
O gestor ressalta, ainda, que serão executadas ações preventivas e repressivas em todo o estado, priorizando os possíveis casos já notificados no Amapá, identificando os responsáveis.
Cooperação Nacional
A Polícia Civil do Amapá também integra a operação “Escola Segura”, estratégia nacional do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que conta com 51 chefes de delegacias e 89 chefes de agências de inteligência das polícias Civil, Militar e Corpo de Bombeiros, além de profissionais de todas as 27 delegacias de crimes cibernéticos do país.
A operação conta ainda com o apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça (Ciberlab), da Coordenação Geral do Ministério da Justiça, e da Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública (Sejusp).
Denúncias
A população pode denunciar reunindo informações como o nome de perfil, vídeos, "prints", identificação dos envolvidos, além da URL (endereço eletrônico) para facilitar a busca pelos envolvidos. Para denúncias o cidadão registrar ocorrência em qualquer unidade policial, ou ainda, no site: www.policiacivil.ap.gov.br.
"Também é fundamental que a população que não compartilhe em suas redes sociais ou grupos de WhatsApp ‘boatos’ e notícias inverídicas de postagens cuja origem é desconhecida ou de outros estados, a fim evitar transtornos para toda a população e eventual responsabilização criminal”, reforça a delegada titular da Deiai, Daniella Graça.
Também foi disponibilizado, pelo Governo Federal, um canal no site do Ministério da Justiça exclusivo para o recebimento de informações sobre ameaças à comunidade escolar em todo o país.
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