sábado, 17 de outubro de 2026

COMUNICAÇÃO

1º Encontro Estadual Dialogando a Patrulha Maria da Penha reúne policiais militares e Rede de Atendimento à Mulher

Programação coordenada pela Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres segue até esta terça-feira, 28.

Alice Palmerim
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Encontro debateu a patrulha e outras iniciativas que ajudam no acolhimento e proteção das vítimas de violência
Encontro debateu a patrulha e outras iniciativas que ajudam no acolhimento e proteção das vítimas de violência · Foto: Deco de França

Crédito: Deco de França/SEPMEncontro debateu a patrulha e outras iniciativas que ajudam no acolhimento e proteção das vítimas de violência

Com mais de 1,5 atendimentos em quase três meses, a Patrulha Maria da Penha no Amapá é uma das iniciativas que fortalecem os serviços de proteção às vítimas de violência doméstica. O programa, implantando em vários estados, foi tema de um encontro nesta segunda-feira, 27, que reuniu policiais militares e integrantes da Rede de Atendimento à Mulher (RAM).

O "I Encontro Estadual Dialogando a Patrulha Maria da Penha" faz parte do "Março de Lutas", programação do Governo do Estado que destaca ações voltadas para as mulheres. O evento, que segue até esta terça-feira, 28, na sede da Ordem dos Advogados do Brasil, Secção Amapá (OAB-AP), é coordenado pela Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres (SEPM).

Para falar da experiência positiva da patrulha, a tenente-coronel, Nádia Gerhard, idealizadora do projeto no no Rio Grande do Sul, foi a convidada do primeiro dia. A iniciativa de criar esta ferramenta de proteção surgiu em 2012, quando ela percebeu que existia uma lacuna na proteção de mulheres que estavam sob medida protetiva.

Crédito: Deco de França/SEPM

Só no primeiro ano de patrulha, as visitas preventivas feitas às vitimas ajudaram a diminuir a reincidências de denúncias e prisão de 40 agressores.

"A implantação da Patrulha Maria da Penha amparada pela Lei 11.340 foi uma bênção, porque ajudou a salvar a vida de muitas mulheres. É muito gratificante, que essa iniciativa criada junto com meu efetivo, está sendo compartilhada em outras estados e está melhorando ainda mais no combate a violência intrafamiliar", ressaltou Nádia.

A secretária das Mulheres, Adrianna Ramos, destacou a importância de debater estratégias para o fortalecimento das políticas públicas que envolvem o público feminino.

"Dialogar as estratégias para assegurar o direito das mulheres amapaenses é fundamental, e trazer a experiência da tenente-coronel, Nádia Gerhad, eleva os debates sobre a nossa política que é tao impar e necessária", destacou a gestora.

Crédito: Deco de França/SEPM

Patrulha no Amapá
No Amapá, a Patrulha Maria da Penha foi instituída na Polícia Militar através da portaria 248 - GCG/PMAP de 2022. As guarnições fazem rondas e a fiscalização das medidas protetivas, atuando na busca de vítimas pelo registro do 190.

Atualmente, conta com o apoio de 4 patrulhas distribuídas nos batalhões de área da região metropolitana de Macapá e Santana, sobre a coordenação da tenente Waldenice Santos. De 15 de dezembro de 2022 a 10 de março de 2023, a patrulha registrou 1.510 atendimentos.

Diálogo
Participando do evento, o desembargador Carmo Antônio, que atua na Coordenadoria das Mulheres do Tjap disse o fortalecimento desse diálogo é fundamental.

"São extremamente importantes esses encontros, porque o Poder Judiciário junto com os poderes legislativo e executivo têm realizado diversas ações com objetivo de diminuir a violência de gênero no Amapá", disse.

O sargento Nascimento, do 4° Batalhão de Polícia Milita (4º BPM) de Santana, falou que apesar de não trabalhar na ronda da viatura da patrulha, observou o avanço no atendimento.

"Observei que a Patrulha Maria da Penha melhorou bastante o atendimento às mulheres em Santana, e ter esses encontros ajuda a alavançar as políticas públicas e ajudar a dar celeridade de todos os órgãos envolvidos para que a gente possa ajudar essa mulher indefesa", pontuou.

O encontro reúne 350 participantes de órgãos de ligados à Rede de Atendimento à Mulher do Amapá (RAM) e prossegue até esta terça-feira, 28.

Crédito: Deco de França/SEPM


Proteção à mulher
O Governo do Amapá investe em políticas públicas integradas para o combate à violência doméstica e de gênero. A Rede de Atendimento à Mulher é ampla e conta com apoio de vários órgãos. Confira:
  • Secretaria de Políticas públicas para Mulheres (SEPM) - é uma porta aberta para quem busca conhecer os direitos e encaminhamentos em caso de violência. Tem a função de formular, desenvolver, articular, coordenar, apoiar e monitorar políticas públicas às mulheres.

  • Centro de Atendimento à Mulher e à Família (Camuf) - Está presente em cinco municípios faz o acolhimento e encaminhados aos órgãos de segurança.

  • Centro de Referência de Atendimento à Mulher (Cram) - Está presente em cinco municípios do Estado. Oferece acolhimento e proteção às mulheres vítimas de violência nas áreas de serviço social, atendimento psicológico, assessoria jurídica, fisioterapia, enfermagem, além de apoio em ações pedagógicas.

  • Núcleo de Acolhimento às Mulheres Lésbicas, Bissexuais, Transexuais e Intersexuais (AMA LGBTI) - Inaugurado em 2021, o espaço é porta de entrada aos serviços públicos de cidadania e de saúde para as mulheres LBTI em situação de vulnerabilidade social.

  • Observatório da Mulher Amapaense - Plataforma criada em 2021 que ajuda no monitoramento da violência.

  • Operação Átria -  é uma estratégia nacional, coordenada no Amapá pela Polícia Civil. Conta com 70 profissionais das Forças de Segurança.

  • Botão de Pânico - Implantando em 2022, é um equipamento eletrônico de segurança. A ferramenta de proteção que auxilia a manter o distanciamento do agressor.


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Santana
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