
'Março de Lutas' reforça iniciativas voltadas à proteção da mulher
Para destacar as funcionalidades do Botão do Pânico e sua importância como instrumento de defesa e proteção à mulher, o Governo do Amapá promoveu nesta terça-feira, 7, no Museu Sacaca, o 1º Workshop de Monitoramento Eletrônico do Estado, que foi coordenado pelo Instituto de Administração Penitenciária (Iapen).
O encontro fez parte do "Março de Lutas", programação voltada para o mês da mulher, e contou com a participação de representantes da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Secretaria Extraordinária de Políticas para Mulheres (SEPM), Poder Judiciário, Polícia Civil, delegacias especializadas e membros da sociedade civil.
"O Botão do Pânico é um equipamento eletrônico de excelência que permiti que a mulher, vítima de violência, se sinta muito mais segura, e este momento é de poder divulgar ainda mais esse sistema, junto aos agentes de segurança para também chegar às vítimas, que devem entender que podem pedir a proteção", explicou José Lima Neto, secretário de Justiça e Segurança Pública.
Através do equipamento, a mulher acompanha, em tempo real, a localização do agressor. Caso ele ultrapasse a área estabalecida pela Jusstiça, ou se aproxime, o botao dispara um alarme que aciona de forma imediata, mais célere e eficiente, o policiamento para proteger a vítima.
O workshop abordou temas diversos, desde o convívio social com o monitoramento, os aspectos jurídicos da solicitação e a utilização do equipamento como proteção para as vítimas de violência doméstica no Amapá.
"A gente precisa voltar os olhos, como sociedade, para que os índices de violência contra as mulheres caiam em todos os sentidos. Nós, cidadãos e cidadãs, temos que trabalhar para que essa política possa contribuir na diminuição da violência contra a mulher em nosso estado", destacou Adrianna Ramos, secretária Extraordinária de Políticas Públicas para a Mulher.
Para o diretor do Iapen, Lucivaldo Monteiro da Costa, o evento que antecedeu o Dia Internacional da Mulher, foi importante para fortalecer o debate sobre a violência contra as mulheres, e serviu para apresentar a atual realidade do sistema de monitoramento existente no estado. "Temos um sistema de monitoramento eficaz e que pode contribuir muito com a proteção da mulher”, ressaltou Monteiro.
Botão do Pânico
Criado em 2022, o botão do pânico funciona através de um smartphone, fornecido pela Central de Monitoramento Eletrônico (CME). O aparelho é entregue às vítimas de violência doméstica, sejam mulheres, idosos, crianças, adolescentes, enfermos ou deficientes. Hoje, no Amapá, 185 aparelhos estão disponíveis.
O aparelho funciona 24h e é interligado diretamente ao sistema de monitoramento dos equipamentos da CME, que também atua monitorando as tornozeleiras eletrônicas, com o objetivo de repassar todas as informações em caso de descumprimento de medidas judiciais impostas ao agressor.
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