
A estratégia alcançou 327.264 animais em 1.282 propriedades
Com a Campanha de Vacinação contra a Febre Aftosa 2022, o Amapá imunizou 95,12% do rebanho de búfalos e bovinos, superando, pelo 6º ano consecutivo, a meta do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAP), que era de 90%.
A estratégia alcançou 327.264 animais em 1.282 propriedades, de acordo com o balanço divulgado pelo Governo do Estado nesta quinta-feira, 23. A ação é executada pelos produtores e auxiliada pela Agência de Inspeção e Defesa Agropecuária do Amapá (Diagro).
Quatro municípios atingiram 100% do seu rebanho: Calçoene, Itaubal, Serra do Navio e Cutias do Araguari.
O Amapá possui o segundo maior rebanho de bubalinos do país, o que representa uma oportunidade de fortalecer a economia local por meio da exportação de carne. É justamente com o avanço da imunização que o estado busca o certificado “livre de aftosa sem vacinação”, um status que possibilita a venda do insumo para outros países.
Atualmente, o estado possui o certificado “livre de aftosa com vacinação”.
Mais vacinas
Mesmo com os números positivos, o Amapá adquiriu novas doses de vacinas para atender produtores com até 50 animais e que ainda não declararam a vacinação. Técnicos da Diagro vão até as pequenas propriedades acompanhar a imunização.
“Esta atividade voltada aos pequenos produtores tem como objetivo mitigar os riscos de introdução da doença no rebanho amapaense. É através da vacinação contra a aftosa e, em paralelo com o fortalecimento do sistema de vigilância pelos serviços da Diagro, que poderemos enfim buscar o avanço para o status “livre sem vacinação”, e alcançar, assim, novos mercados”, informou Cavalcante.
No ano de 2021 o Amapá obteve uma taxa de vacinação contra a aftosa de 95,3% do rebanho.
Aftosa
É uma doença infecciosa aguda que causa febre, seguida de úlceras na boca e nos pés principalmente de bois, búfalos, cabras, ovelhas e porcos. A contaminação ocorre pelo contato entre animais, objetos e veículos contaminados.
Raramente é fatal, sendo maiores os prejuízos comerciais à pecuária, em razão das restrições à circulação da produção. O último registro de febre aftosa no Brasil foi em 2016, sendo todo o território nacional reconhecido internacionalmente, a partir de 2018, como livre da doença.
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