sábado, 17 de outubro de 2026

CULTURA

Economia criativa: conheça os profissionais que fazem o carnaval amapaense acontecer

Os desfiles das escolas são resultado da força e do talento de escultores, costureiros, ferreiros e soldadores.

Redação
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Carnavalesco Sandro Macapá celebra o retorno dos desfiles
Carnavalesco Sandro Macapá celebra o retorno dos desfiles · Foto: Jorge Júnior

Crédito: Jorge Júnior/GEACarnavalesco Sandro Macapá celebra o retorno dos desfiles

Escultores, costureiros, soldadores e ferreiros são alguns dos profissionais que fazem o Carnaval acontecer, levando o brilho e o colorido para o Sambódromo, na avenida Ivaldo Alves Veras, grande palco da arte e da cultura amapaense. 

Todos esses trabalhadores têm no Carnaval uma das principais fontes de renda, a partir da economia criativa, um  setor que usa a criatividade e o capital intelectual como matéria-prima para a criação de bens e serviços, valorizando as habilidades e talentos. 

Ao incentivar eventos culturais, o Governo do Amapá valoriza esse conceito como alternativa para impulsionar a economia local, gerando emprego, renda e levando mais qualidade de vida para a população.

Apenas os barracões das escolas de samba de Macapá e Santana geram 1,3 mil empregos diretos - são pessoas que trabalham desde o final do ano passado para garantir que tudo fique pronto para os desfiles. 

Conheça as histórias de alguns desses trabalhadores que levam a arte para a avenida! 

Crédito: Jorge Júnior/GEA

O costureiro conhecido como "Tia Bica" presta serviço para a escola Piratas Estilizados. Neste carnaval, após DOIS anos sem desfile das agremiações, ele foi contratado para produzir as roupas dos integrantes da bateria e da ala das baianas. 

"O retorno do Carnaval é muito importante porque significa renda extra. Eu trabalho o ano todo com costura de roupas afros, e depois de anos sem desfile, essa renda vem para ajudar muito a gente”, conta.

Outra pessoa que ajuda a construir o carnaval amapaense é o escultor Edicarlos Lima. Natural de Parintins, no Amazonas, terra conhecida pelos festejos do boi-bumbá, ele também atuou em famosas agremiações do Rio de Janeiro e São Paulo, como a Grande Rio, Tom Maior e Dragões da Real. 

Ele conta que o trabalho de escultor permitiu que ele continuasse prestando serviços mesmo na pandemia de covid-19, quando os desfiles das escolas de samba foram interrompidos na maior parte do Brasil. 

Crédito: Jorge Júnior/GEA

"A minha experiência com materiais de construção permitiu que eu pudesse me reinventar. E, agora, estou de volta ao cenário do Carnaval”, conta o escultor. 

Já Sandro Macapá é carnavalesco - o profissional que organiza os desfiles de agremiações, desde a escolha do enredo até as alegorias. Para ele, o Carnaval é um investimento, por gerar renda a muitas famílias. 

"Só no nosso barracão são gerados, em média, 50 empregos diretos. São pessoas que aproveitam o carnaval para fazer uma renda extra, fora os empregos indiretos, como é o caso da senhora que vende churrasquinho no Sambódromo”, detalha. 

Os desfiles das escolas de samba de Macapá e Santana acontecem nesta sexta-feira, 17, e no sábado, 18, com apoio do Governo do Amapá.

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