
Estado tem ampliado estratégias de vacinação para retomar as altas coberturas vacinais nos municípios.
As baixas coberturas vacinais são um desafio em todo o Brasil, o país vem enfrentando dificuldades por conta de informações falsas, que se agravou com a pandemia causada pela Covid-19. Contudo, os estados brasileiros estão traçando estratégias para mudar este cenário e, no Amapá, não é diferente.
Por aqui, o Governo do Estado tem conseguido avançar e proteger nossa população e alcançando índices acima da média nas campanhas do Governo Federal, como mostram os dados.
Este é o caso da vacinação contra a covid-19, que inicialmente enfrentou muitas com o armazenamento apropriado – como a vacina Pfizer, que precisava de uma temperatura diferente de outros imunizantes –, o transporte para as regiões mais distantes e isoladas e até mesmo a aceitação de parte da população.
Com dificuldades superadas e estratégias montadas, o Estado conseguiu levar vacina contra a doença para 74% da população contemplada com a primeira dose e 60,28% com a segunda dose ou dose única do imunizante. Só a população com mais de 18 anos no Amapá já representa 80,
O mesmo ocorreu com a vacinação contra a poliomielite. O Amapá já enfrentava uma baixa procura pela vacina nas unidades básicas de saúde dos municípios, mas a partir deste cenário, foram montadas estratégias que trouxeram resultados como a segunda melhor cobertura do país na campanha de 2022. O Estado alcançou 90,80% de cobertura com mais de 56 mil doses aplicadas.
Sarampo e Influenza também alcançaram grandes coberturas – 83,61% e 84,55% respectivamente. As vacinas citadas fazem parte de um trabalho importante, desenvolvido pelo Governo do Estado com apoio de instituições como a Organização Pan-americana de Saúde, que oferta suporte na fronteira do Oiapoque com a Guiana Francesa, e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com o projeto de reconquista das coberturas vacinais, instalado no Amapá desde 2021.
“Os desafios ainda são muitos, mas o Governo do Estado está preparado para enfrentar o problema e encarar as adversidades causadas pelas dificuldades que os profissionais encontram. Neste momento, sabemos que não se pode ficar parado e se a população não vem até a vacina, devemos levar a proteção até ela, e é o que temos feito”, comenta a superintendente de Vigilância em Saúde do Amapá, Margarete Gomes.
O próprio Estado atua através do programa Vacina Amapá em Casa, que já levou mais de 77 mil doses de vacinas contra a covid-19, sarampo, influenza e poliomielite às casas de famílias de Macapá e Santana.
O comprometimento com as vacinas é um trabalho contínuo do Governo do Amapá e que segue com atividades nos municípios, áreas ribeirinhas e terras indígenas. Além da vacina, são capacitações, orientações e suporte para os municípios que mais precisam.
“Tivemos capacitações realizadas em Oiapoque, ensinando as estratégias atualizadas de varredura e obtivemos um resultado muito positivo no município, que enfrentava dificuldades com a vacina contra a pólio, por exemplo. Após nosso trabalho, a cidade foi uma das primeiras a alcançar a meta e superá-la, com 113% de cobertura. Esse é um olhar atento que o Governo tem tido para as regiões com mais dificuldade”, explica a coordenadora de Unidade de Imunobiológicos do Estado, Angélica Oliveira.
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